18 Outubro 2021, 12:43

Federação das Coletividades de Gaia distinguida pelo Governo e Estado português como utilidade pública

Este estatuto pelo qual tanto lutámos é o reconhecimento por parte do Governo e do Estado português do movimento associativo de Vila Nova de Gaia. A distinção de utilidade pública também permitiria que a Federação tivesse alguns benefícios, caso possuísse uma sede própria, o que não é o nosso caso. Isso não tira importância a este reconhecimento, que é a valorização do nosso trabalho, ao longos dos 22 anos.

A Federação das Coletividades de Vila Nova de Gaia recebeu a aprovação do estatuto de utilidade pública, através da declaração publicada no Diário da Républica. A última Direção da Federação, fundada em novembro de 1998, iniciou o processo de pedido de utilidade publica, mas este não foi aceite. Os atuais dirigentes reiniciaram esse processo, tendo, desta vez, o objetivo sido alcançado com sucesso.

Este é um marco de extrema importância para o movimento associativo de Vila Nova de Gaia. As 23 coletividades funcionam como centros de educação e formação cívica para jovens e esta distinção é também o reconhecimento por todo o trabalho desenvolvido ao longo do tempo, como refere Paulo Rodrigues, presidente da Direção da Federação das Coletividades de Vila Nova de Gaia.

“Este estatuto pelo qual tanto lutámos é o reconhecimento por parte do Governo e do Estado português do movimento associativo de Vila Nova de Gaia. A distinção de utilidade pública também permitiria que a Federação tivesse alguns benefícios, caso possuísse uma sede própria, o que não é o nosso caso. Isso não tira importância a este reconhecimento, que é a valorização do nosso trabalho, ao longos dos 22 anos”, explicou Paulo Rodrigues ao Mundo Atual.

Nesta má fase pela qual as associações estão a passar devido aos problemas que a Covid-19 tem causado, toda a ajuda é pouca para fazer face às despesas. Posto isto, o Presidente da Câmara Municipal de Vila Nova de Gaia anunciou a redução de 50% das quotas dos associados em 2021. O Município vai encarregar-se de cobrir metade dos custos do valor que os sócios pagam à Federação das Coletividades. “Os nossos associados pagam à federação uma quota anual de 90 euros. O compromisso que o presidente assumiu ontem, foi de assumir o pagamento de 50% desse valor, ou seja, as coletividades vão pagar à volta de 45 euros e o Município vai assumir o restante, durante o próximo ano”, contou o dirigente da Federação das Coletividades de Gaia.

 

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Autarquia de Gaia brindou coletividades com apoios financeiros

A Câmara Municipal de Gaia ofereceu também uma verba de 50 mil euros de apoio às coletividades de cultura e recreio, sendo que esse valor ser-lhes-á distribuído “segundo critérios justos e transparentes, mediante o relatório de contas do ano de 2019 de cada associação e o parecer do conselho fiscal”, esclareceu o Presidente da Federação.

Já as instituições desportivas, receberam um apoio municipal com o valor de 70 mil euros. A Federação não terá papel ativo na distribuição dessa quantia, será o pelouro de desporto da Câmara Municipal a decidir de que forma será repartida.

As coletividades, neste momento, estão a passar por sérios problemas financeiros, sendo que a maioria estão encerradas devido às restrições impostas pelo Governo para fazer face à Pandemia de Covid-19. “As associações estão com muitas dificuldades em sobreviver porque com o confinamento global, tiveram de encerrar as sedes, mas as despesas e contas mantiveram-se.

As coletividades têm as despesas e deixaram de gerar receita, deixaram de realizar as atividades que tinham e os rendimentos desapareceram. A título de exemplo, o funcionamento do bar das coletividades são uma importante fonte de rendimento e deixaram de funcionar. Representam 50% das receitas das coletividades”, disse Paulo Rodrigues. Algumas coletividades possuem fundo de maneio que lhes permite atuar em situações de grande dificuldade como esta, outras estão com enormes dificuldades em sobreviver.

De acordo com o dirigente da Federação, “os presidentes associativos têm assegurado a gestão das coletividades que possuem, o que tem permitido que estas continuem em funcionamento”. Há também quem consiga dispor de algumas verbas pessoais, em benefício das associações.

 

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