08 Dezembro 2021, 15:18

Festival Curtas de Vila do Conde em julho entre o online e a sala de cinema

LUSA Autor
Agência de notícias de Portugal

O festival de cinema Curtas de Vila do Conde vai acontecer em julho, entre a sala e o online, com uma programação “que pretende criar novas formas de relação com o cinema contemporâneo”.

Em 2020, o festival tinha sido reagendado para outubro, por causa da pandemia de Covid-19, mas este ano a direção retoma o calendário habitual, com a 29.ª edição marcada para julho, entre os dias 16 e 25.

Da programação hoje anunciada, o festival internacional dedicado à curta-metragem revela que dará destaque a quatro realizadores em secções não competitivas: O português Jorge Jácome, os iranianos Ali Asgari e Farnoosh Samadi e a grega Jacqueline Lentzou.

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São quatro cineastas de uma nova geração, “cujo trabalho revelam uma abordagem contemporânea e vanguardista, pontualmente disruptiva, que atravessa as fronteiras dos géneros e ousa experimentar os limites da linguagem cinematográfica”, lê-se na nota de imprensa.

Sobre Jorge Jácome, o Curtas sublinha que a obra é “marcadamente interdisciplinar”, citando «Past Perfect», o filme que teve estreia em 2019 no festival de Berlim, e que deriva da peça de teatro «Antes», de Pedro Penim, na qual o realizador tinha trabalhado a componente visual.

O festival irá exibir também uma seleção de obras do realizador Ali Asgari e da cineasta Farnoosh Samadi, ambos iranianos e cuja obra tem “ressonâncias estéticas” com o cinema de Asghar Farhadi.

Em dupla, Asgari e Samadi fizeram «The Silence» (2016) e «Pilgrims» (2020), que “colocam em evidência a problemática da identidade e da sua busca constante, em que o sentimento de pertença (ou de ausência) afetiva e territorial surge em grande plano”, refere o festival.

De Jacqueline Lentzou, uma das novas vozes do cinema grego e cujos filmes já estiveram em Berlim e Locarno, o festival português destaca a escolha da família e em particular da adolescência como temas do cinema da autora.

“Talvez seja essa umas das principais singularidades do cinema de Lentzou face aos episódios quase universais da adolescência: tomar a posição do jovem, sem moralizar ou julgar, nem infantilizar”, refere.

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