08 Dezembro 2022, 01:06

Festival de Artes Performativas Circular regressa dia 17 a Vila do Conde

DGArtes
LUSA Autor
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O Circular – Festival de Artes Performativas regressa dia 17 a Vila do Conde, num cruzamento que abrange dança, música, teatro, performance, pensamento e cinema, anunciou hoje a organização.

Em declarações hoje à Lusa, a diretora artística do Circular, Dina Magalhães, disse que esta 18.ª edição, a decorrer entre 17 e 24 de setembro, vai incluir “uma programação diversa interdisciplinar, com várias temáticas abordadas em cada obra, em diferentes disciplinas artísticas”.

“Procuramos, sobretudo, nesta diversidade, uma coerência e uma implicação crítica dos grupos. Independentemente da área disciplinar de cada obra, interessa-nos a leitura que cada um faz, dos tempos em que vivemos, sobre a condição do presente”, sublinhou.

Com esse objetivo, o festival propõe “espetáculos que interrogam, que interpelam e que convocam em abordagens e linguagens menos convencionais e em formatos inusitados, onde [se procura] alcançar diferentes públicos, com interesses distintos. O objetivo é fazer estes cruzamentos entre o público e as propostas”, acrescentou.

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A diretora artística do festival salientou que o programa de abertura inclui duas estreias nacionais: “Zeppelin Bend”, da coreógrafa e música grega Katerina Andreou (17 de setembro, às 21:30, no Teatro Municipal de Vila do Conde) e “Mascarades”, da coreógrafa franco-camaronesa Betty Tchomanga (no mesmo dia, às 22:30, no Auditório Municipal de Vila do Conde).

“Zeppelin Bend”, cujo nome deriva de um tipo de nó que era usado para amarrar dirigíveis, é um duo da coreógrafa e música grega Katerina Andreou com Ioanna Paraskevopoulou.

No seu primeiro solo, “Mascarades”, a coreógrafa franco-camaronesa Betty Tchomanga encarna “Mami Wata”, deusa da água, figura das profundezas da noite, do poder e da sexualidade e explora este mito através de “uma dança enérgica de saltos, objeto de metamorfose, exultação e exaltação, desejo e prazer”.

A abertura do Circular acontece, também em 17 de setembro, com a inauguração da exposição “Sob o Signo do Pneu”, do artista Gustavo Sumpta, assinalada com um momento performativo, numa coprodução com a Solar – Galeria de Arte Cinemática.

A exposição integra paralelamente um programa de performance, componente que “assume forte centralidade no trabalho do autor”, disse Dina Magalhães.

O primeiro dia do festival termina no Cacau Bar com um DJ ‘set’ de Paulo Couto.

A 18 de setembro, numa parceria com o Cineclube do Vila do Conde, é apresentado o filme “Um corpo que dança”, de Marco Martins, sobre a história do Ballet Gulbenkian.

Já no dia 19, Katerina Andreou vai orientar a oficina “A dança como um jogo para se levar a sério”, dirigido a não profissionais de todas as idades, sujeito a inscrição prévia no ‘site’ do festival.

No segundo fim de semana do festival, a encenadora e atriz Paula Diogo leva a Vila do Conde o espetáculo em formato de áudio-caminhada “Terra Nullius”, nos dias 22, 23 e 24 de setembro, com ponto de encontro no Teatro Municipal de Vila do Conde.

No exterior, segundo a diretora artística do festival, “o público é convidado a percorrer a cidade de Vila do Conde, numa áudio-caminhada onde se cruzam narrativas, num registo muito introspetivo. O percurso iniciará na praia de Azurara e terminará no molhe de Nossa Senhora da Guia”.

A 23 de setembro, vai decorrer no Teatro Municipal de Vila do Conde o espetáculo “Artificĭu”, de Inês Campos, no qual a artista multidisciplinar questiona os pressupostos da linguagem, do tempo ou memória, explorando o espaço simbólico do corpo, o real e o irreal.

O programa do dia 24 inclui a conferência performativa “Lamento do Ciborgue”, de Miguel Bonneville com leitura dos textos originais por Isadora Alves.

Para as 21:30 está marcada a estreia do concerto “Gesto e Síntese”, de Diogo Tudela & Supernova Ensemble.

O encerramento do festival estará a cargo do “multifacetado” músico e artista visual Mike Cooper com o concerto “Planet Pacific and Island Gardens”, “uma improvisação com a sua ‘lap steel guitar’, eletrónica de contornos ambientais e vídeo produzido pelo próprio”.

O festival conta com várias atividades de acesso gratuito e o bilhete para os espetáculos tem o preço único de cinco euros.

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