10 Agosto 2022, 22:46

Filipe Santos, um campeão na praia da Aguda, em Gaia

Filipa Júlio Administrator

De óculos escuros e calções de praia, atento aos serviços, passes e manchetes que fazem esvoaçar as areias dos campos da Aguda, o campeão do mundo quase passa despercebido entre o público familiar que compõe as bancadas.

É mesmo ele. Filipe Santos, um dos atletas portugueses com mais títulos, que em 2012 deu outro uso aos patins «rodados» (não gastos) de tantas conquistas para se tornar treinador e coordenador de toda a formação do FC Porto.

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Natural dos Carvalhos, onde começou a patinar, ao serviço do Hóquei dos Carvalhos, cedo (14 anos) rumou ao clube «azul e branco», para se sagrar 12 vezes campeão nacional (10 das quais seguidas), conquistar sete Taças de Portugal, nove Supertaças e duas Taças CERS (Europa). Com a camisola de Portugal vestida, foi duas vezes campeão europeu e duas vezes campeão mundial.

É verão e o tempo de descanso, entre épocas, é aproveitado para acompanhar os filhos mais de perto, sem pressa para preparar o próximo plano de treino ou definir estratégias para melhorar o modelo de jogo dos pequenos «dragões».

Neste dia solarengo, assiste aos jogos do SummerVolley, o torneio de verão, que mais parece um colónia balnear em torno da modalidade, dinamizado pelo Sporting Clube de Arcozelo, onde a sua filha joga, ao longo de todo o ano.

Conta-nos como a menina se interessou, impulsionada pelo percurso do pai, pela patinagem, mas que depois largou para seguir uma modalidade socialmente mais agradável.

“Sempre tive gosto que ela soubesse, mesmo por lazer, patinar, pois é uma boa base para qualquer desporto, devido à coordenação a que obriga. Mas o hóquei feminino não tem muita expressão em Portugal e ela acabou por experimentar e gostar do voleibol. Também é um desporto muito feminino, muito giro e saudável, com duas vertentes, de pavilhão e de praia, que permite praticar todo o ano”, contou ao Mundo Atual.

O filho, com 19 anos, enveredou pelo futebol. Representou o Valadares, e à data da nossa conversa, ainda não tinha decidido se iria continuar ou não.

“Nestas alturas, é mais fácil acompanhá-los. Durante o ano, tenho de seguir muitos jogos formação”, admite este campeão do Mundo que ainda hoje calça os patins para dar o exemplo aos atletas em formação, com especial destaque para os sub-17 e os sub-15, com que muitas vezes joga. “E jogo sempre que me apetece, embora com mais limitações, claro! Nos treinos, estou sempre de patins e, por vezes, até me equipo. É mais fácil explicar no prática”, diz, divertido.

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