01 Agosto 2022, 00:53

Filme “Another Road” de Thomas Vinterbeg arrebata prémios do cinema europeu

LUSA Autor
Agência de notícias de Portugal

Redação, 12 dez 2020 (Lusa) – O filme “Another Road”, de Thomas Vinterberg é o grande vencedor dos Prémios do Cinema Europeu, distinguido com melhor longa-metragem, realização e argumento, foi hoje anunciado, no final da cerimónia, que decorreu ´online´ este ano, devido à pandemia.


Nesta 33.ª edição dos Prémios do Cinema Europeu, “Another Road” conquistou ainda o prémio de melhor ator, para Mads Mikkelsen, enquanto o de melhor atriz foi para Paula Beer, no filme “Undine”, de Christian Petzold.


“Another Road”, que conta a história de quatro homens que ensinam jovens a beber álcool, também recebeu o prémio de melhor argumento, assinado por Thomas Vinterberg e Tobias Lindholm.


Na categoria de melhor filme, estavam também nomeados “Corpus Christi”, de Jan Komasa, “Martin Eden”, de Pietro Marcello, “The Painted Bird”, de Václav Marhoul, “Undine”, de Christian Petzold, e “Berlin Alexanderplatz”, de Burhan Qurbani, protagonizado pelo luso-guineense Welket Bungué.


“Berlin Alexanderplatz” foi distinguido com o Prémio para melhor música original.


O prémio para melhor comédia europeia foi para “The Big Hit”, de Emmanuel Courcol, enquanto “Josep”, de Aurel, foi considerado a melhor longa-metragem de animação, e a longa metragem “Collective”, de Alexander Nanau, foi escolhido como melhor documentário europeu de 2020.


O realizador dinamarquês Thomas Vinterberg disse, na cerimónia, que “foi um orgulho” receber o prémio de melhor filme, realização e argumento, num continente “que apoia muito o cinema”.


“Foi bom fazer um filme estimulante nesta época de crise”, disse ainda o realizador sobre um setor que tem sido duramente atingido, com quebras de mais de 90 por cento de público devido às restrições sanitárias.


Para receber o prémio Fipresci/Descoberta europeia no cinema foi escolhido o filme “Soli”, de Carlo Sironi.


Na cerimónia, muitos atores, atrizes, realizadores e produtores – e até a chanceler Angela Merkl – despediram-se, com mensagens enviadas em vídeo, do realizador alemão Wim Wenders, que presidiu durante mais de duas décadas à Academia Europeia de Cinema.


Nesta 33ª edição dos prémios, cujo palmarés foi faseadamente anunciado, já tinha sido anunciada a entrega, ao produtor português Luís Urbano, do prémio de coprodução Eurimages, atribuído por este fundo europeu e pela Academia Europeia de Cinema, no âmbito dos Prémios do Cinema Europeu.


Este prémio reconhece o trabalho de um produtor que “em cada ano demonstrou um grande compromisso em acolher e cooperar com produtores e talentos de todo o mundo”.


Num ano atípico por causa da pandemia da covid-19, a Academia Europeia de Cinema decidiu repartir a 33.ª edição dos Prémios Europeus de Cinema ao longo desta semana, com anúncios diários dos vencedores em sessões apenas de transmissão online.


Os filmes “Tio Tomás, a contabilidade dos dias”, de Regina Pessoa, e “Past Perfect”, de Jorge Jácome, estavam nomeados para melhor curta-metragem europeia, mas o prémio foi atribuído a Lasse Linder, por “All cats are grey in the dark”.


Na categoria de melhor longa-metragem de animação, também estava nomeado o filme “Klaus”, do realizador espanhol Sérgio Pablos e cuja equipa técnica contou com a participação dos portugueses Sérgio Martins, na direção de animação, e Edgar Martins, no departamento de argumento.



AG (SS) // ANP


Lusa/fim

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