30 Setembro 2022, 03:15

Filme “Ilusões Perdidas” é o grande vencedor dos prémios do cinema francês

LUSA Autor
Agência de notícias de Portugal

Paris, 25 fev 2022 (Lusa) — O filme “Ilusões Perdidas”, de Xavier Giannoli, cumpriu as previsões na noite de sexta-feira e foi coroado como grande vencedor dos prémios de cinema César, da Academia Francesa de Cinema, ganhando sete estatuetas.


A película estava nomeada em 15 categorias, tendo conquistado os prémios de melhor filme, ator revelação (Benjamin Voisin), ator secundário ((Vincent Lacoste), melhor fotografia, guião adaptado, guarda-roupa e fotografia.


O prémio de melhor realização foi para Leos Carax por “Annette”.


Passado no século XIX, “Ilusões Perdidas” oferece um retrato ácido da imprensa, corrupção e luta de classes e poder através da história de Lucien (Voisin), um jovem aspirante a poeta, apaixonado por uma aristocrata (Cécile de France) e que atinge o mais alto e o mais baixo da escala social.


Adaptado de um romance de Honoré de Balzac, o filme esteve em competição em 2021 no festival de cinema de Veneza.


O musical “Annette”, de Leos Carax, e o filme “A voz do amor”, de Valérie Lemercier, inspirado na vida da cantora Celine Dion, somavam onze e dez nomeações, respetivamente.


O drama “O Pai”, filme do realizador francês Florian Zeller, protagonizado por Anthony Hopkins e Olivia Colman, ganhou o prémio César de melhor filme estrangeiro, categoria em que também concorreu “Mães Paralelas”, do realizador espanhol Pedro Almodóvar.


Na disputa estavam também “Compartiment N.º6”, do finlandês Juho Kuosmanen, e “Drive my car”, do japonês Ryusuke Hamaguchi.


“La loi de Téhéran”, do iraniano Saeed Roustayi, “Julie (em 12 capítulos)”, do norueguês Joachim Trier, e “First cow”, da norte-americana Kelly Reichardt completaram a lista de nomeados.


A 47.ª edição dos César aconteceu na sexta-feira no Olympia, em Paris, culminando um processo de renovação interna na Academia Francesa de Cinema, atualmente presidida pela realizadora Danièle Thompson.


Em 2020, a direção da academia demitiu-se em bloco, semanas antes da cerimónia, entre críticas à gestão da instituição e uma controvérsia em relação ao realizador Roman Polanski.


Na altura, perto de 400 personalidades do cinema pediram uma “reforma completa” da academia, por causa de “mau funcionamento”, “opacidade das contas” e estatutos desatualizados.


Nesse ano, também esteve nomeado – e acabou por ser distinguido – o realizador Roman Polanski pelo filme “J’Accuse — O Oficial e o Espião”, num momento em que era acusado novamente de violação, o que motivou vários protestos.



JML (SS/AL) //RBF


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