03 Fevereiro 2023, 20:40

Fitch revê em alta crescimento da zona euro para 0,2% em 2023, piora PIB mundial

LUSA Autor
Agência de notícias de Portugal

Redação, 05 dez 2022 (Lusa) — A Fitch reviu “ligeiramente o crescimento da zona euro para 0,2%” em 2023, face a uma contração de 0,1% anteriormente, mas alterou para pior as estimativas a nível mundial, com o PIB a crescer 1,4%.


A Fitch justifica, em comunicado divulgado hoje, a revisão em alta da zona euro com o facto de a “crise do gás europeu” estar a diminuir “um pouco”, mas diz que as “subidas de taxas de juro mais acentuadas do BCE [Banco Central Europeu] vão ter impacto na procura”.


“A inflação está a revelar-se mais difícil de controlar do que o esperado à medida que as pressões dos preços se alargam e se tornam mais entrincheiradas”, disse Brian Coulton, economista-chefe da agência, citado no comunicado.


O responsável adiantou que os bancos centrais foram obrigados a intensificar as medidas “isso não vai ser bom para o crescimento”.


Por outro lado, a Fitch reviu em baixa as previsões para o crescimento do PIB [Produto Interno Bruto] mundial para 1,4% em 2023, tendo em conta a luta dos bancos centrais contra a inflação e as condições do mercado imobiliário chinês.


No seu Global Economic Outlook, publicado hoje, a organização explicou que “as previsões do PIB mundial para 2023 foram revistas novamente à medida que os bancos centrais intensificam a sua luta contra a inflação e as perspetivas para o mercado imobiliário da China se deterioram”.


Assim, a Fitch “espera agora que o PIB mundial cresça 1,4% em 2023”, face às estimativas de 1,7% que apresentou em setembro.


“A Fitch reduziu a sua previsão de crescimento nos EUA para 2023 para 0,2%, de 0,5%” destacou, tendo em conta as medidas aplicadas para combater a inflação, sendo também que diminuiu a “previsão de crescimento da China para 2023 para 4,1%, de 4,5%, à medida que as perspetivas para uma recuperação na construção de casas desaparecem”.


“A previsão de crescimento da China para 2022 mantém-se nos 2,8%”, vincando que o aumento dos casos covid-19 vai fazer com que a atividade no curto prazo arrefeça.


  


ALYN // MSF


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