20 Agosto 2022, 07:18

Futuro de cavalos em exploração de Valongo decidido na sexta-feira – Câmara municipal

LUSA Autor
Agência de notícias de Portugal

O futuro dos 83 cavalos da exploração em Ermesinde, Valongo, onde havia suspeitas de maus-tratos, vai ser debatido numa reunião agendada para sexta-feira entre as entidades fiscalizadoras e o proprietário, disse hoje à agência Lusa o veterinário municipal.

Em cima da mesa estará a manutenção do arresto dos animais na exploração, assumindo o proprietário a responsabilidade de garantir a sua alimentação e boas condições ou a transferências destes para um outro o local, respondendo positivamente à proposta feita pela Intervenção e Resgate Animal (IRA), explicou Fernando Rodrigues.

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A Câmara de Valongo, Brigada de Proteção Ambiental da PSP e a Direção-Geral de Alimentação e Veterinária (DGAV) estão desde o início da semana a investigar uma denúncia de alegados maus-tratos na exploração de cavalos em Sampaio.

Segundo o especialista, “ficou combinado que as entidades que estão a acompanhar o assunto se reuniriam com o proprietário no dia a seguinte a ele ter alta médica, pois estava com covid-19, e essa data é amanhã [sexta-feira]”, disse.

“Temos feito vistorias diárias e o fiel depositário que ficou responsável por eles tem-nos alimentado. Na reunião vai decidir-se qual o futuro deles, sendo que o IRA contactou-nos propondo-se ficar com os animais”, acrescentou.

A Lusa tentou contactar o IRA para conhecer o teor da sua proposta, bem como a DGAV para saber como está a decorrer a investigação à proveniência dos animais que se encontravam subnutridos, mas não foi possível, até à ata, obter uma resposta.

Na terça-feira, em declarações à Lusa, o veterinário relatou ter ido, juntamente com a DGAV, “verificar se havia maus-tratos a animais e se havia cadáveres de animais na exploração”.

“Percorremos todo o perímetro da exploração, e fora dela, e não encontrámos animais mortos”, contou.

Do que encontraram na antiga vacaria, “desativada há cerca de 15 anos e, entretanto, transformada em exploração de cavalos, recolhidos pelo país inteiro, sendo ali engordados para depois serem exportados para França para consumo humano”, Fernando Rodrigues afastava o cenário de “maus-tratos a animais”.

“Vimos muitos animais em mau estado, que se apresentavam subnutridos, mas o dono da exploração alegou já terem sido recolhidos assim”, acrescentou o veterinário.

Garantindo terem então feito “a verificação, um a um, dos 83 cavalos que estão na exploração” e lhes ter sido “garantido alimento”, Fernando Rodrigues salientou “haver, também, animais em bom estado”, situação que não abona em favor dos alegados “maus-tratos a animais” com que avança a denúncia.

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