30 Julho 2021, 18:49

Gaia aprova por unanimidade criação de piscina olímpica de 10ME na Lavandeira

© AMÂNDIA QUEIRÓS
LUSA Autor
Agência de notícias de Portugal

O executivo de Gaia aprovou hoje o lançamento de um concurso internacional que visa a criação de uma piscina olímpica junto ao parque da Lavandeira, um projeto de 10 milhões de euros.

Em causa está um equipamento descrito como complexo aquático de formação que o presidente da Câmara de Gaia, Eduardo Vítor Rodrigues, chamou de “centro de alto rendimento de natação”.

A proposta submetida pela maioria socialista foi aprovada por unanimidade, com o vereador do PSD Cancela Moura a considerar que “a polivalência deste equipamento também poderá reforçar a vertente de formação e o apoio a associações e à terceira Idade”.

O projeto inclui vários tanques de água, sendo um deles com seis pistas de 25 metros e outro com duas pistas e 50 metros, ou seja, de acordo com as necessidades de práticas olímpicas.

Soma-se um terceiro tanque com pista de 10 metros destinado a crianças.

Os tanques de 25 e 50 metros serão construídos lado a lado para dar resposta a requisitos competitivos.

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O espaço será para edificar ao lado do parque da Lavandeira, em terreno da Câmara, mas o investimento será de privados, foi hoje descrito.

A ideia é que o concurso agora de concessão se multiplique num concurso de construção e de exploração do espaço por 40 anos.

Eduardo Vítor Rodrigues referiu que pretende que esta seja “uma piscina de âmbito regional” e garantiu que a autarquia será responsável pela área social, nomeadamente pela gestão e patrocínio do uso por parte das escolas e associações locais.

“A malha urbana do Grande Porto está carecida de piscinas desta natureza. No Porto existe a do Fluvial e depois faltam alternativas. Fizemos um estudo económico que nos apontou para o caminho da concessão”, descreveu aos jornalistas Eduardo Vítor Rodrigues no final da reunião camarária que decorreu esta manhã.

O autarca somou como mais-valia do projeto o facto do equipamento poder vir a ser usado como centro de treinos pelos bombeiros.

Gaia duplica verba do programa de apoio ao arrendamento

Eduardo Vítor Rodrigues também revelou, após a aprovação de um reforço de 100 mil euros, que a verba destinada ao apoio ao arrendamento “mais que duplicou” este ano em Gaia.

Com o reforço hoje aprovado por unanimidade, o programa de apoio ao arrendamento de Gaia viu cabimentado, este ano, um total de 850 mil euros.

Em 2020, o mesmo programa necessitou de 400 mil euros de cabimentação.

“Temos recebido muito pedidos. Este ano o programa mais que duplicou”, frisou o autarca.

Desses 850 mil euros, 700 mil estão já executados, salientou o presidente, estimando que as solicitações quer de quem gere o programa, quer de quem o procura “não fiquem por aqui”.

“Estamos em julho e é este o cenário. No ano passado foi necessário no total menos de metade”, completou.

Aprovada resposta para animais de companhia de vítimas de violência doméstica

Hoje, a sessão camarária também ficou marcada pela aprovação unânime do protocolo que visa a criação de uma resposta para animais de companhia de vítimas de violência doméstica.

O nome do projeto piloto é «Animais protegidos, vítimas protegidas».

Em causa está uma parceria entre a Câmara de Gaia e a Comissão para a Cidadania e a Igualdade de Género (CIG) com vista ao desenvolvimento de uma resposta para a necessidade de acolhimento e proteção dos animais de companhia de vítimas de violência doméstica em equipamentos especializados existentes no Município, nas situações em que os organismos da Rede Nacional de Apoio às Vítimas de Violência Doméstica (RNAVVD) não o possam garantir.

De acordo com informação camarária, no primeiro trimestre de 2021, a CIG procedeu ao levantamento das necessidades de adaptação na RNAVVD, no âmbito do qual concluiu que a maioria das vítimas considera não dispor de condições de acolhimento de animais de estimação.

“Muitas vítimas não querem pedir apoio e adiam a sua saída de uma relação violenta com receio pela segurança dos seus animais, optando muitas vezes por permanecer em situações de alto risco à sua integridade física e psicológica”, é descrito no protocolo.

Mas, através deste projeto, a autarquia fica comprometida a assegurar o acolhimento dos animais de companhia das vítimas de violência doméstica que lhe sejam sinalizados pelas entidades da RNAVVD, depois de devidamente validados pela CIG.

É também responsabilidade da autarquia, garantir a alimentação, os cuidados médico-veterinários e outras ações que se revelem necessárias para o bem-estar animal, “dando prioridade à segurança e confidencialidade relativamente à origem do animal”.

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