29 Dezembro 2022, 11:43

Gaia com impacto de 15ME nas contas de 2020

O executivo teve que optar. Substituímos verbas tendo em conta a pandemia. Em vez do asfalto, optamos pelas pessoas.

Na última reunião do ano, o Executivo de Eduardo Vítor Rodrigues admitiu um impacto negativo de 15 milhões de euros nas contas da Câmara de Gaia, mas frisou que o ano de 2020 fecha no «verde».

Na presença dos 11 vereadores eleitos, Eduardo Vítor Rodrigues liderou uma reunião presencial, transmitida em direto para os gaienses, e congratulou-se com as “opções tomadas” desde o início da pandemia que permitiram “ajudar as pessoas”, ainda que isso tenha agora um impacto nas contas.

Mesmo assim, frisou, “conseguimos suster este embate negativo sem que houvesse impacto nas contas. Aliás, diminuímos o prazo de pagamento a fornecedores para o mais curto da história e mesmo assim continuamos com as contas no verde”.

“Até setembro tínhamos apurado oito milhões de euros, mas a situação piorou com a segunda vaga”, admitiu. Portanto, o impacto será até ao final do ano de “cerca de quinze milhões”.

Questionado pelo deputado do PSD acerca da execução orçamental do terceiro trimestre deste ano, relativamente à quebra de receitas e aumento na despesa, o autarca enumerou os motivos.

“O executivo teve que optar. Substituímos verbas tendo em conta a pandemia. Em vez do asfalto, optamos pelas pessoas”, sublinhou, acrescentando: “Não contávamos ir tão longe no apoio ao arrendamento, por exemplo, mas percebemos que tinha que ser, que era essencial apoiar as famílias que estavam a perder rendimentos”.

O autarca de Gaia explicou ainda que a “suspensão ou isenção do pagamento da derrama”, cujo impacto nas contas se traduz em cerca de 3 milhões de euros, revelou, depois aos jornalistas, foi uma “decisão do executivo tomada em abril precisamente para apoiar as atividades económicas”.

 

“VL9, um processo definitivamente encerrado”

Na reunião foi ainda abordada, apenas para conhecimento, a questão da polémica VL9 cujo processo “encerra definitivamente” com o pagamento de cerca de 245 mil euros de “juros”, valor que será liquidado até ao final do ano.

“Encerramos um processo com 14 anos e que custou ao município cinco milhões de euros em indemnizações”, recordou.

Na reunião, a 23.ª de 2020, ficou ainda marcada por novos apoios concedidos a algumas associações locais e pela aprovação do relatório e minuta de contrato da empreitada da Casa Barbot, fechada há alguns meses por questões de segurança, que segue agora para o Tribunal de Contas.

As obras de restauro de um “espaço magnífico e icónico” da cidade vão custar cerca de 950 mil euros e prevê-se que arranquem ainda no primeiro semestre de 2021.

 

 

Mais importante do que os números é saber o número de camas disponíveis para sabermos também a nossa capacidade de resposta. E felizmente estamos bem e a servir de retaguarda para outros hospitais da região.

Hospital de Gaia “retaguarda” de outras Unidades

No final da reunião, e após as habituais mensagens de Natal deixadas por todos, para a população, Eduardo Vítor Rodrigues revelou aos jornalistas que os números de infetados por Covid-19 em Gaia tem descido, mas que o mais importante é controlar o número de camas disponíveis na Unidade de Cuidados Intensivos do Centro Hospitalar Gaia/Espinho.

“Mais importante do que os números é saber o número de camas disponíveis para sabermos também a nossa capacidade de resposta. E felizmente estamos bem e a servir de retaguarda para outros hospitais da região”, indicou.

O autarca congratulou-se ainda com a forma como o Ano Letivo tem decorrido no concelho e salientou também o trabalho nas IPSS e lares onde até agora não se registaram casos, “apenas um muito passageiro, o que em 59 lares é excelente”.

 

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