26 Janeiro 2022, 07:22

Governo moçambicano promete medidas concretas para travar mortes nas estradas

LUSA Autor
Agência de notícias de Portugal

Maputo, 09 nov 2021 (Lusa) — O Conselho de Ministros de Moçambique prometeu hoje medidas concretas para travar os altos índices de fatalidades em acidentes de viação no território moçambicano.


“Poderemos anunciar, nas próximas sessões do Conselho de Ministros, medidas em concreto” face à sinistralidade rodoviária, disse Filimão Sauze, porta-voz do Conselho de Ministros, após uma sessão na Presidência moçambicana, em Maputo.


Segundo a fonte, as decisões resultam de recomendações de uma comissão de inquérito criada após o acidente de viação mais grave de sempre registado em Moçambique, com 32 mortos, ocorrido em 03 de julho no distrito da Manhiça, envolvendo dois camiões e um autocarro que tentou fazer uma ultrapassagem irregular na Estrada Nacional 1 (EN1), a principal do país.


No sábado, o distrito da Manhiça voltou a ser palco de um outro acidente de viação, quando um jipe chocou de frente com uma viatura ligeira de transporte coletivo que seguia de Maputo para Xai-Xai, capital da província de Gaza, tendo resultado na morte de 18 pessoas.


“É com base nas constatações holísticas da comissão que se está a trabalhar para definir medidas que não resolvam de forma exclusiva a questão de Manhiça, mas que procurem fazer cobertura à questão da sinistralidade no nosso país”, frisou o porta-voz do Conselho de Ministros.


Após o acidente de sábado, o governo provincial de Maputo reuniu-se no domingo num encontro extraordinário com diversas autoridades e deram conta de um reforço de fiscalização ao longo da EN1 no distrito da Manhiça.


Revisão da sinalização e dos limites de velocidade, obras nalguns locais e campanhas de sensibilização para uma condução segura foram outras medidas anunciadas.


Em média, segundo dados oficiais, Moçambique regista, pelo menos, mil mortes por acidentes de viação anualmente. O ano de 2020 foi uma exceção, tendo em conta que foram registados 855 óbitos, uma descida associada à fraca mobilidade devido às restrições impostas pela covid-19.



EYAC // LFS


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