14 Maio 2022, 01:41

Governo não vê razões de preocupação quanto à exposição ao petróleo russo

LUSA Autor
Agência de notícias de Portugal

Soure, Coimbra, 04 mai 2022 (Lusa) – O ministro do Ambiente e da Ação Climática, Duarte Cordeiro, disse hoje em Soure que “não existem razões” de preocupação quanto à exposição de Portugal relativamente ao petróleo da Rússia.


“Os portugueses ficam já a saber que não há razão de nenhuma preocupação relativamente à exposição do nosso país ao petróleo russo”, disse Duarte Cordeiro, frisando que “não é significativo” o nível de exposição “mesmo em relação ao gás” com origem na Federação Russa.


Questionado pela agência Lusa em Vila Nova de Anços, concelho de Soure, distrito de Coimbra, o ministro do Ambiente reagia a uma eventual proibição das importações europeias de petróleo à Rússia, a concretizar gradualmente até final do ano devido à dependência de alguns países, na sequência da guerra na Ucrânia.


Esta proposta foi hoje avançada em Estrasburgo, França, pela presidente da Comissão Europeia, Ursula von der Leyen.


“No último pacote de sanções, começámos com o carvão, agora estamos a abordar a nossa dependência do petróleo russo. Sejamos claros, não vai ser fácil [pois] alguns estados-membros são fortemente dependentes do petróleo russo, mas temos simplesmente de trabalhar nesse sentido e propomos agora uma proibição do petróleo russo”, afirmou Ursula von der Leyen, ao intervir na sessão plenária do Parlamento Europeu.


O ministro português Duarte Cordeiro recordou que, no contexto das sanções à Rússia, que em 24 de fevereiro iniciou uma invasão militar da Ucrânia, o Governo “tem sempre adotado posições de conjunto”, solidariamente com os restantes países membros da União Europeia (UE).


Admitindo que outros Estados da UE estão numa situação de maior dependência dos combustíveis fósseis russos, Duarte Cordeiro previu, contudo, que, caso aquela proibição venha a concretizar-se, “não há razão de nenhuma preocupação” em Portugal, “a não a ser a subida dos preços que pode originar”.



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