19 Setembro 2021, 12:44

Greve nos TST com 89,6% de adesão nos serviços de transporte

LUSA Autor
Agência de notícias de Portugal

Redação, 09 jun 2021 (Lusa) — A greve dos trabalhadores dos TST – Transportes Sul do Tejo registava até às 09:00 de hoje uma adesão de 89,6% nos serviços de transporte e de 70,4% no total dos trabalhadores, segundo fonte oficial da empresa.


Os trabalhadores dos TST, que servem a Península de Setúbal, marcaram dois dias de greve para hoje e sexta-feira para exigir uma atualização salarial.


Ainda antes de a empresa ter fornecido dados à Lusa, João Saúde, da Federação dos Sindicatos de Transportes e Comunicações (Fectrans), disse, cerca das 07:30, que a adesão à greve de 24 horas dos trabalhadores, com início às 03:00 de hoje, estava entre os 90% e os 95%.


“A adesão é grande. a maioria dos motoristas aderiu à greve. Os autocarros que estão a circular são de serviços de aluguer e transporte escolar”, disse.


O sindicalista recordou que em 20 de maio os trabalhadores tinham dado 15 dias à empresa para responder à exigência de atualização salarial e, como não obtiveram resposta, decidiram avançar para paralisação.


“Os trabalhadores tinham suspendido qualquer reivindicação devido à pandemia de covid-19 até 20 de maio, dia em que fizeram um plenário e decidiram apresentar uma proposta à empresa de atualização salarial de 50 euros para o salário dos motoristas. Demos 15 dias à empresa para responder ou entregar uma contraproposta, mas até ao momento isso não aconteceu”, contou.


João Saúde explicou que os trabalhadores exigem a atualização dos seus vencimentos porque entendem que “não podem estar a ganhar o salário mínimo nacional”, sublinhando que a profissão de motorista é uma profissão de grande responsabilidade e sujeita a um enorme esforço em termos de horários.


Além da atualização salarial, os trabalhadores reivindicam a criação de um acordo de empresa e resolução da situação de créditos vencidos.


“Esta empresa sempre mostrou vontade de criar um acordo de empresa e não subscrever ou encaminhar-se para um contrato coletivo de trabalho do setor privado de passageiros. Em cima da mesa esteve também a situação dos créditos vencidos pelos trabalhadores, de pagamentos ao trabalho extraordinário que ao longo dos anos não foram sendo feitos”, sublinhou.


A TST, detida pelo grupo Arriva, desenvolve a sua atividade na Península de Setúbal, abrangendo os concelhos de Alcochete, Almada, Barreiro, Moita, Montijo, Palmela, Seixal, Sesimbra e Setúbal, e efetuando serviços de transporte de passageiros, através de carreiras urbanas, suburbanas e rápidas.



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