09 Setembro 2022, 04:31

Grupo de 15 ONG pedem a Barém que liberte ativista após 12 anos de detenção

LUSA Autor
Agência de notícias de Portugal

Redação, 13 ago 2022 (Lusa) — Um grupo de 15 organizações não-governamentais (ONG) de direitos humanos apelaram ao Barém para libertar o ativista Abduljalil al Singace, condenado a prisão perpétua devido aos protestos pacíficos que em 2011 pediram reformas democráticas.


Numa declaração conjunta, as ONG sublinharam que a saúde do académico “está a deteriorar-se rapidamente” e pediram que al Singace receba assistência médica adequada e que seja protegido contra a tortura e maus-tratos.


Entre os signatários da carta estão a Amnistia Internacional, a Human Rights Watch (HRW), o Instituto de Direitos e Democracia do Barém, o Centro Europeu para a Democracia e Direitos Humanos e o Comité para a Proteção dos Jornalistas.


“Al Singace, 60, está em greve de fome há muito tempo e tem síndrome pós-poliomielite e muitas outras condições de saúde. Está-lhe a ser negado acesso a cuidados médicos adequados”, disse a família, em declarações recolhidas pela HRW.


“É ultrajante que as autoridades do Barém aparentemente estejam a negar a Al Singace cuidados médicos urgentes”, disse, num relatório, Michael Page, responsável da HRW para o Médio Oriente.


“O governo do Barém deve permitir imediatamente que ele receba cuidados médicos essenciais e lhe restaure a dignidade que ele merece”, acrescentou Page.


Al Singace foi inicialmente preso no Aeroporto Internacional do Barém em 13 de agosto de 2010, quando regressava de Londres com a família.


As autoridades libertaram-no em 24 de fevereiro de 2011, altura em que a Primavera Árabe eclodiu no país. No entanto, o ativista foi detido novamente 21 dias depois, em 17 de março, para nunca mais ser libertado.


Em novembro, uma comissão independente de inquérito divulgou um relatório em que acusava a polícia de espancar Al Singace todas as noites, durante dois meses em que o académico esteve em confinamento solitário.


O relatório, citado pela HRW, disse que as autoridades agravaram a deficiência do ativista ao confiscar as suas muletas, fazendo-o “apoiar-se numa perna por períodos prolongados” e batendo nos genitais de Al Singace com a muleta.



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