13 Maio 2022, 10:46

Guerra reflete “ambições imperialistas doentes” da Rússia — Kiev

LUSA Autor
Agência de notícias de Portugal

Kiev, 09 mai 2022 (Lusa) — A Presidência ucraniana respondeu hoje ao discurso do Presidente russo sobre o “Dia da Vitória”, afirmando que a NATO não planeou atacar a Rússia e que a guerra iniciada por Moscovo reflete “ambições imperialistas doentes”.


“Digamo-lo novamente. Os países da NATO não planearam atacar a Rússia. A Ucrânia não planeou atacar a Crimeia. Os militares russos morrem não a defender o seu país, mas a tentar ocupar outro”, escreveu o conselheiro presidencial ucraniano Mikhail Podolyak na rede social Twitter.


“Não havia razões racionais para esta guerra a não ser as doentias ambições imperialistas da Rússia”, acrescentou Podolyak, citado pela agência espanhola EFE.


Trata-se da primeira reação de Kiev ao discurso de hoje do Presidente Vladimir Putin na Praça Vermelha, em Moscovo, que assinalou os 77 anos da vitória sobre a Alemanha nazi, em 1945.


Putin disse que a invasão da Ucrânia pela Rússia, em 24 de fevereiro, foi uma “resposta preventiva” à ameaça da NATO e do Ocidente contra Moscovo.


Segundo Putin, foi uma “medida necessária” e a “única possível” perante a situação.


“Vemos como se mobilizaram as infraestruturas militares, como centenas de especialistas estrangeiros trabalharam na Ucrânia e como os estavam a abastecer com armamento da Aliança Atlântica”, afirmou.


Putin disse que, em dezembro de 2021, a Rússia apelou ao Ocidente para um “diálogo sincero” e para “procurar soluções razoáveis e compromissos para o bem comum”, mas que os países da NATO não quiseram ouvir.


“Significava que, de facto, tinham planos completamente diferentes”, justificou.


A Rússia e a Ucrânia pertenciam ao mesmo Estado, a União Soviética, quando o regime nazi de Adolf Hitler foi derrotado na Segunda Guerra Mundial (1939-1945), mas estão em guerra 77 anos depois.


Além de se desconhecer o número de baixas civis e militares, a guerra na Ucrânia provocou mais de 5,5 milhões de refugiados, a prior crise do género na Europa, precisamente desde a Segunda Guerra Mundial.



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