04 Fevereiro 2023, 05:39

Guineenses, são-tomenses e portugueses lideram entre imigrantes em Cabo Verde

LUSA Autor
Agência de notícias de Portugal

Praia, 06 dez 2022 (Lusa) – Mais de 2.000 portugueses residiam em 2021 em Cabo Verde, segundo dados do relatório final do recenseamento geral da população, atrás dos mais de 4.300 nascidos na Guiné-Bissau e quase 3.000 em São Tomé e Príncipe.


Segundo dados compilados hoje pela Lusa a partir do relatório sobre migrações do Instituto Nacional de Estatísticas (INE) de Cabo Verde, aquando da realização do quinto Recenseamento Geral da População e Habitação (RGPH-2021) residiam no arquipélago 18.562 cidadãos nascidos fora do país.


Desses, 23,6% tinham nascido na Guiné-Bissau, equivalente a 4.375 imigrantes, 15,6% em São Tomé e Príncipe, totalizando 2.894 pessoas, e 11% em Portugal, equivalente a 2.050 pessoas.


Foram ainda registados 1.724 senegaleses (9,3%), 1.577 angolanos (8,5%) e 796 chineses (4,3%).


“A maioria dessa população chegou a Cabo Verde pela primeira vez entre os anos de 2000 e 2019. Cerca de 34,7% chegaram entre 2010 e 2019”, observa o INE, sendo este período de dez anos aquele em que o arquipélago assistiu ao forte crescimento do turismo, até ao recorde de 819.000 turistas em 2019.


Segundo o INE, o agrupamento familiar foi o principal motivo (46,3%) apontado para a imigração para Cabo Verde – que permite a naturalização ao fim de cinco anos de residência -, seguindo-se a procura de trabalho (36,5%).


O relatório refere ainda que só com nacionalidade estrangeira viviam em Cabo Verde 10.875 pessoas, 33,7% eram da Guiné-Bissau, 11,3% do Senegal, 10% de Portugal, 7,1% da China e 4% de São Tomé e Príncipe.


Cabo Verde tinha, em 2021, uma população residente de 491.233 pessoas, uma ligeira redução face a 2010, segundo dados definitivos do quinto RGPH-2021, anunciados em abril passado pelo INE, mas muito abaixo das estimativas, que apontavam para mais de meio milhão de habitantes.


Os resultados definitivos do RGPH-2021 referem que foram recenseados 150.206 edifícios, 201.348 alojamentos, 147.984 agregados familiares e 505.044 pessoas.


“Da população recenseada, 491.233 são residentes, 13.504 visitas, 104 sem-abrigo e 203 que se encontravam atracados nos navios nos portos do país”, anunciou em abril passado o INE.


O RGPH-2021 de Cabo Verde, a maior operação estatística do arquipélago, ao envolver cerca de 2.000 profissionais, decorreu no terreno, com a recolha de dados totalmente em formato digital, de 16 de junho a 07 de julho de 2021.


Em agosto seguinte, na apresentação dos dados então provisórios, o INE referiu que tinham sido recenseados na operação 483.628 habitantes, o que seria uma redução de 1,6% face ao recenseamento realizado em 2010, passando ainda a contabilizar mais homens do que mulheres.


Na apresentação feita em abril pelo INE, com os dados definitivos, é referido que a população cabo-verdiana residente – 29,6% do total concentrada a viver na Praia, capital do país – era constituída, aquando do recenseamento, globalmente, por 246.363 homens e 244.870 mulheres.


O recenseamento realizado pelo INE em 2021 refere que 65,1% da população tinha entre 15 a 64 anos, 6,7% mais de 65 anos e 28,2% até 14 anos.


Cabo Verde já realizou quatro recenseamentos após a independência, em 1980, 1990, 2000 e 2010. No anterior realizado, em 2010, a população residente no arquipélago então contabilizada foi de 491.875 pessoas, 117.289 agregados familiares, além de 114.297 edifícios e 141.761 alojamentos.


Este quinto Recenseamento Geral da População e Habitação deveria ter ocorrido em 2020, mas foi adiado para o ano seguinte, face à pandemia de covid-19.


 


PVJ // VM


Lusa/Fim

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