13 Maio 2022, 09:21

Guterres pede que Mosocovo e Kiev acelerem negociações para alcançar a paz na Ucrânia

LUSA Autor
Agência de notícias de Portugal

Agora que chegou aqui…

Ao longo do último ano, o MUNDO ATUAL tem conquistado cada vez mais leitores.
Nunca quisemos limitar o acesso aos nossos conteúdos, ao contrário do que fazem outros órgãos de comunicação, e mantivemos sempre todas as notícias, reportagens e entrevistas abertas para que todos as pudessem ler.
Mas precisamos do seu apoio. Para que possamos, diariamente, continuar a oferecer-lhe a melhor informação, não só nacional como local, assim como para podermos fazer mais reportagens e entrevistas do seu interesse.
O MUNDO ATUAL é um órgão de comunicação social independente e isento. E acreditamos que para que possamos continuar o nosso caminho, que tem sido de sucesso e de reconhecimento, é importante que nos possa ajudar neste caminho que iniciámos há um ano.
Desta forma, por tão pouco, com apenas 1€, pode apoiar o MUNDO ATUAL.

Obrigado!

O secretário-geral das Nações Unidas (ONU), António Guterres, pediu hoje à Rússia e à Ucrânia que acelerem as negociações para alcançar uma solução pacífica para o conflito, em linha com o direito internacional.

“Peço à Rússia e à Ucrânia que intensifiquem os esforços diplomáticos através do diálogo para alcançar urgentemente um acordo negociado (…). As armas devem ser silenciadas”, disse Guterres numa conferência de imprensa conjunta com a primeira-ministra moldava, Natalia Gavrilita.

Guterres enfatizou que tal acordo deve respeitar o direito internacional e a Carta das Nações Unidas.

“Peço aos atores regionais e internacionais que apoiem este processo em prol da estabilidade internacional”, acrescentou, durante o seu discurso em Chisinau, capital da Moldava.

“Repito a minha oferta de prestar os meus bons ofícios a qualquer momento para pôr fim a esta guerra sem sentido”, ofereceu Guterres.

O diplomata português exortou ainda a Rússia a pôr termo às suas ações militares no país vizinho, manifestou a sua “profunda preocupação” com a continuação e possível alastramento do conflito e considerou como inimagináveis as consequências de uma escalada da guerra na Ucrânia.

“Países vizinhos como a Moldova já estão a lutar com as ramificações socioeconómicas desta guerra que veio após a pandemia, e com a recuperação desigual que infelizmente aconteceu no nosso mundo por falta de solidariedade efetiva dos ricos com os pobres”, enfatizou.

Depois que um general russo reconheceu que Moscovo está a considerar o acesso à região separatista moldava da Transnístria, Guterres defendeu a integridade territorial do país.

(…) A soberania, independência e integridade territorial da Moldova, e o sólido progresso que fez nas últimas três décadas, não devem ser ameaçados ou prejudicados”, disse Guterres.

O ex-primeiro-ministro português também pediu à comunidade internacional que ajude Chisinau a lidar com a enorme vaga de refugiados ucraniano, que o Governo agora estima em quase 100.000.

“A Moldova é um país pequeno com um grande coração. A Moldova merece paz, estabilidade e assistência internacional maciça para resolver o problema dos refugiados”, argumentou.

Já Natalia Gavrilita salientou que o seu Governo está a tomar todas as medidas que estão ao seu alcance para preservar a estabilidade em ambos os lados do rio Dniester.

“A guerra na Ucrânia afeta-nos diretamente. A prioridade é manter a paz e garantir a segurança dos moldavos e refugiados ucranianos. Abrimos as nossas casas e nossos corações para eles”, disse.

A presidente da Moldova, Maia Sandu, cancelou a sua apresentação perante a imprensa por motivos de saúde.

Na terça-feira, Guterres visitará um campo de refugiados construído com o apoio de agências da ONU, onde conversará com alguns desses refugiados ucranianos, bem como com outros — a maioria – que foram acolhidos por famílias moldavas.

Após a passagem pela Moldova, Guterres viajará para Viena, na quarta-feira, onde realizará várias reuniões sobre alterações climáticas e irá liderar uma reunião com os responsáveis de várias agências da ONU para estudar o progresso dos Objetivos de Desenvolvimento Sustentável.

 

Sem comentários

deixar um comentário