10 Dezembro 2022, 06:09

Ilhas africanas de língua portuguesa reavivam literatura infantojuvenil

LUSA Autor
Agência de notícias de Portugal

Praia, 29 set 2022 (Lusa) – Um projeto coordenado pela organização não-governamental portuguesa Associação Marquês de Valle Flor está a reforçar a literatura infantojuvenil com produção local e emprego cultural criativo em ilhas de quatro Países Africanos de Língua Oficial Portuguesa (PALOP).


O projeto “Ilhas e encantamentos”, em curso desde janeiro de 2022 e que se vai desenvolver em Cabo Verde, Guiné-Bissau, Moçambique e São Tomé e Príncipe até junho de 2024, prevê abranger diretamente 45.643 crianças e jovens em idade escolar, 756 jovens adultos, 1.576 professores e 490 artesãos.


Além da coordenação da organização não-governamental portuguesa, o projeto, que envolve quatro associações locais e um território alvo com uma população total (nos quatro países) de 307.968 pessoas, foi hoje apresentado na Cidade Velha, Cabo Verde, e os promotores explicam-no com as “situações de insularidade” em cada um dos países, que “limitam o acesso a produtos e serviços”.


“Nomeadamente livros e outros materiais didáticos e lúdicos infantojuvenis, assim como a oportunidade de geração de renda, em particular de famílias/mulheres e jovens, que abandonam as suas comunidades em busca de melhores condições de vida, perdendo-se património local material, imaterial e natural único, com um conjunto de estórias ligadas ao saber e saber-fazer, e traços da identidade cultural”, explicam os promotores do “Ilhas e encantamentos”, numa informação enviada à agência Lusa.


Financiado em 485.105 euros por fundos comunitários através do programa Procultura — Promoção do Emprego nas Atividades Geradoras de Rendimento no Setor Cultural dos PALOP e Timor-Leste, envolve ainda o instituto Camões.


O objetivo do “Ilhas e encantamentos”, acrescentam, é contribuir para a criação de emprego sustentável “através da produção, publicação, divulgação e comercialização de literatura infantojuvenil”, bem como “mobilizar o poder criativo e educativo do património, em suportes diversificados e apelativos de literatura infantojuvenil”.


“Através da produção de literatura infantojuvenil acessível a comunidades isoladas, que será divulgada internacionalmente através de uma plataforma digital e com a capacitação e formação de jovens”, mas também através de “outros setores da sociedade (60% mulheres) sobre novas opções de trabalho criativo e patrimonial”.


O projeto está a ser implementado em parceria com a Sphaera Mundi (Cabo Verde), Artissal (Guiné-Bissau), Gabinete de Conservação da Ilha de Moçambique (Ilha de Moçambique) e Casa da Cultura (S. Tomé e Príncipe).



PVJ // LFS


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