08 Setembro 2022, 01:29

Impresa conclui venda de posição na Lusa a empresa de Marco Galinha

LUSA Autor
Agência de notícias de Portugal

Lisboa, 31 dez 2021 (Lusa) – A Impresa concluiu a venda à Páginas Civilizadas, do empresário Marco Galinha, da participação de 22,35% que detinha na agência de notícias Lusa por 1,25 milhões de euros, segundo um comunicado divulgado hoje pela CMVM.


O comunicado da Comissão do Mercado de Valores Mobiliários (CMVM) avança que a Impresa, dona da SIC, “celebrou, nesta data, com a Páginas Civilizadas, Lda. o contrato de compra e venda definitivo, pelo qual foram transmitidas 476.064 ações, cada uma com o valor nominal de 2,50 euros, representativas de 22,35% do capital social da Lusa – Agência de Notícias de Portugal S.A., pelo preço de 1.250.000,00 de euros”.


“Esta alienação foi realizada no âmbito da concretização do Plano Estratégico para o triénio 2020-2022 e do reposicionamento da atividade da Impresa, com um enfoque primordialmente nas componentes do audiovisual e do digital”, pode ler-se no comunicado.


Segundo o documento, “decorrente do valor de alienação”, já conhecido à data de encerramento das contas de 2020, “a Impresa incorreu em perdas, tendo, em consequência, registado imparidades ainda nas contas de 2020 no montante de 24.925 euros”.


Em 04 de janeiro, a Impresa anunciou a celebração com a Páginas Civilizadas, do Grupo Bel, de contratos-promessa para a venda das suas posições acionistas na Vasp Distribuidora de Publicações e na Lusa – Agência de Notícias de Portugal.


Num comunicado publicado na altura no ‘site’ da CMVM, a Impresa informou que celebrou em 31 de dezembro de 2020 com a Páginas Civilizadas, empresa veículo do Grupo Bel, um contrato-promessa pelo qual se comprometia a vender, por 2,1 milhões de euros, 222.000 ações, com o valor nominal de 3,50 euros, representativas de 33,33% do capital social da Vasp.


Na nota, a Impresa informou ainda que celebrou contrato idêntico para a venda, por 1.250.000 euros, de 476.064 ações, com o valor nominal de 2,50 euros, representativas de 22,35% do capital social da Lusa.


No primeiro caso, a celebração do contrato definitivo de compra e venda está sujeita “à finalização de uma auditoria contabilística e financeira, ao não exercício do direito de preferência por parte dos acionistas da Vasp – Distribuidora de Publicações, S.A., ao consentimento da Vasp – Distribuidora de Publicações, S.A. e à não oposição à transação por parte da Autoridade da Concorrência”, referia a nota.


Já a celebração do contrato definitivo para venda das ações da Lusa estava sujeita “à finalização de uma auditoria contabilística e financeira e à não oposição à transação por parte da Autoridade da Concorrência (ou confirmação de que a notificação à Autoridade da Concorrência não é necessária)”.


Em novembro de 2020, a Autoridade da Concorrência (AdC) deu luz verde ao Grupo Bel, do empresário Marco Galinha, para ficar com o controlo exclusivo da Global Notícias – Media Group, que detém o Diário de Notícias, a TSF e outros meios de comunicação social.


O grupo Bel foi fundado em 2001 por Marco Galinha e tem atividades em vários setores, entre os quais máquinas de ‘vending’ (máquinas de venda automática) e aeronáutica. Entrou nos media em 2018, através do Jornal Económico.



DF (SO/VP/ALU) // ROC



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