10 Setembro 2022, 02:25

Incêndio na Cruz Vermelha de Gaia “não vai interromper apoio alimentar às famílias”

Foto: APDH
Filipa Júlio Administrator

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O incêndio que consumiu toda a roupa armazenada na Cruz Vermelha Portuguesa – Delegação de Gaia e danificou todos os bens alimentares do mercado social “não coloca em causa o apoio à população carenciada”, garantiu, ao Mundo Atual, o presidente António Santos.

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“A Cruz Vermelha não vai descontinuar a ação social, ao nível do vestuário e dos bens alimentares. Vamos continuar a nossa ação junto das famílias, também com o apoio de toda a nossa rede de amigos e parceiros”, afiançou o responsável.

No imediato, as necessidades serão supridas através “da reserva de bens alimentares essenciais das congéneres da Cruz Vermelha, nomeadamente do Porto”.

O fogo deflagrou no armazém e consumiu todos os bens armazenados (roupa e móveis), sendo que o calor intenso gerado afetou também os produtos existentes no mercado social, no andar superior. Os que se salvaram vão ser guardados no quartel dos Bombeiros Voluntários de Coimbrões.

Toneladas de roupa ardida têm sido retiradas, ao longo de todo o dia, da cave e da sub-cave, pelos Sapadores de Gaia e Bombeiros de Coimbrões, com o apoio do Município de Gaia, Junta de Freguesia de Santa Marinha e Águas de Gaia.

A quantidade maior já foi removida, mas seguem-se ainda longos dias de trabalho. É expectável que só terminem quarta-feira.

“É tempo de remover tudo o que se encontra na cave e no rés-do chão, que é onde está a maior quantidade de carga ardida, todos os bens doados. Assim que terminar a remoção, vão suceder-se muitos dias de limpeza primária, dos tetos e das paredes, todos cheios de fuligem, com água de pressão. Depois, será necessário restaurar toda a infraestrutura elétrica (a instalação de água não sofreu grandes danos), repor pinturas”, avançou António Santos.

Segundo revelou ao Mundo Atual, a inspeção feito pelos Sapadores de Gaia e pela Polícia de Investigação Criminal excluiu possibilidade de ação humana ou criminosa, pelo que a origem do incêndio é dada como desconhecida.

“Foi um susto muito grande. Acho que ainda nem fizemos a leitura do susto”, admitiu o presidente da Cruz Vermelha Portuguesa – Delegação Gaia.

Eram 1h50 da madrugada desta sexta-feira quando o alerta soou no Centro de Municipal de Operações de Socorro e a intensidade do fogo e do fumo obrigou à evacuação, durante algumas horas, das pessoas dos dois apartamentos próximos e os utentes do Centro de Alojamento de Emergência Social (CAES). Todos ficaram temporariamente no Centro de Dia.

No combate ao fogo estiveram 38 operacionais apoiados em 12 viaturas, dos Sapadores de Gaia e dos Voluntários de Coimbrões.

António Santos fez questão de deixar “uma mensagem de agradecimento por toda a solidariedade demonstrada, ao longo de todo o dia, a nível da estrutura nacional da Cruz Vermelha, e muito especialmente” aos agentes locais, pelo “apoio permanente e constante dos Serviços Municipais, da Proteção Civil, Bombeiros de Coimbrões e Sapadores”.

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