29 Janeiro 2022, 13:11

Indicadores compósitos da OCDE apontam para pico nos próximos meses

LUSA Autor
Agência de notícias de Portugal

Paris, 09 dez 2021 (Lusa) – Os indicadores compósitos da OCDE, concebidos para antecipar pontos de viragem na atividade económica em relação à tendência, continuam a sugerir que o crescimento económico na OCDE como um todo pode atingir um pico nos próximos meses, foi hoje anunciado.


Num comunicado hoje divulgado, a Organização para a Cooperação e o Desenvolvimento Económico (OCDE) refere que os últimos indicadores compósitos avançados reafirmam a avaliação do mês passado que mostrou sinais de um possível pico no crescimento da atividade económica nos Estados Unidos, Japão, Alemanha e Reino Unido.


Sinais semelhantes surgiram agora no Canadá e na zona euro como um todo, incluindo a Itália, indica a OCDE, acrescentando que, no entanto, em França, o indicador compósito aponta para uma continuação do crescimento, embora a um ritmo moderado.


Entre as principais economias de mercado emergentes, os indicadores compósitos continuam a antecipar um crescimento a perder dinamismo na China (setor industrial).


Na Índia, o indicador indica um crescimento estável, enquanto no Brasil as perspetivas continuam a deteriorar-se com o indicador a contrair-se agora para níveis abaixo da tendência.


Em contraste, o indicador para a Rússia continua a apontar para um aumento constante do crescimento acima das tendências de longo prazo.


Os indicadores compósitos da OCDE, que incluem carteiras de encomendas, licenças de construção, indicadores de confiança, taxas de juro a longo prazo, registos de novos automóveis e muitos mais, são indicadores cíclicos concebidos para antecipar flutuações na atividade económica durante os próximos seis a nove meses e retratam um quadro amplo da atividade económica com base numa grande quantidade de dados prospetivos recentes.


As incertezas persistentes resultantes, em grande parte, dos recentes desenvolvimentos da pandemia da covid-19 em curso podem resultar em flutuações mais elevadas do que o habitual nos indicadores compósitos e componentes destes, sublinha a OCDE.


A OCDE adverte que, como tal, os indicadores devem ser interpretados com cuidado e a magnitude dos mesmos deve ser considerada como uma indicação da força do sinal e não como uma medida precisa do crescimento previsto da atividade económica.



MC // CSJ


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