20 Janeiro 2022, 10:44

IPMA alerta para caravelas-portuguesas avistadas em praias do continente e dos Açores

LUSA Autor
Agência de notícias de Portugal

Lisboa, 02 dez 2021 (Lusa) — Caravelas-portuguesas estão a ser avistadas em diversas praias de Portugal continental e Açores, alertou hoje o Instituto Português do Mar e da Atmosfera (IPMA), situação que tem vindo a ser frequente nos últimos dois anos no outono/inverno.


Em comunicado, o IPMA refere que os dados da GelAvista, responsável pela monitorização dos organismos gelatinosos em Portugal, de anos anteriores sugerem que a abundância da espécie poderá aumentar nas próximas semanas e meses.


Até ao momento tem sido avistada a espécie Physalia physalis (Caravela-portuguesa) na Praia d’El Rey (concelho de Óbidos), ao largo dos Farilhões (Berlengas), na praia da Ursa e praia do Magoito (concelho de Sintra), na praia do Guincho (concelho de Cascais), na praia da Amoreira (concelho de Aljezur) e na praia das Milícias (São Miguel, Açores).


“O GelAvista aconselha que se evite tocar nos organismos, mesmo quando aparentam estar mortos/secos na praia”, lê-se no comunicado, alertando que, em caso de queimadura por contacto com esta espécie, devem ser aplicadas compressas quentes (40°C) durante cerca de 20 minutos ou vinagre.


As caravelas-portuguesas são caracterizadas por um flutuador em forma de “balão”, frequentemente de cor azul ou rosada, e, por isso, muito influenciada por ventos e correntes de superfície.


De acordo com o IPMA, trata-se da espécie que exige “mais cautela” entre aquelas que ocorrem em Portugal devido aos longos tentáculos que podem atingir 30 metros e são capazes de provocar fortes queimaduras.


Segundo o organismo, estão também a ser detetadas outras espécies, sendo a Velella velella, que não representa perigo para a saúde humana, aquela que poderá ser confundida com a Caravela-portuguesa.


No entanto, no caso da Velella, o flutuador apresenta a forma de uma vela triangular, de acordo com o IPMA.


O programa GelAvista, uma iniciativa de ciência cidadã, monitoriza desde 2016 com a ajuda dos cidadãos, os organismos gelatinosos que ocorrem em águas portuguesas, recolhendo informação crucial sobre estas ocorrências.



RCP // MLS


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