14 Maio 2022, 21:36

Jerónimo Martins garante “esforço de contenção dos preços” apesar da inflação

LUSA Autor
Agência de notícias de Portugal

Redação, 28 abr 2022 (Lusa) — A Jerónimo Martins, dona do Pingo Doce, assegurou hoje um “esforço de contenção dos preços de venda”, apesar da potencial pressão causada pela inflação nas margens do grupo, de acordo com um comunicado enviado ao mercado.


Na nota, publicada pela Comissão do Mercado de Valores Mobiliários (CMVM), a empresa garantiu que as suas marcas iriam controlar as subidas de preços.


“Em linha com o que referimos há pouco mais de um mês, esse esforço de contenção dos preços de venda será assegurado, mesmo que a inflação nos custos coloque pressão adicional nas margens percentuais das nossas insígnias”, referiu na nota em que deu conta dos seus resultados referentes ao primeiro trimestre deste ano.


“Prevalece uma envolvente de significativa incerteza associada aos desenvolvimentos da guerra na Ucrânia e à evolução da pandemia de covid-19”, destacou, salientando que “desde o início do conflito militar, as pressões inflacionistas nos produtos alimentares, na energia e nos transportes escalaram”.


“Desde então”, prosseguiu, “também se observou o aumento substancial da volatilidade das moedas da Europa de Leste”, acrescentando que “em face dos efeitos do aumento da inflação e das taxas de juro no rendimento disponível das famílias, a competitividade de preço e a criação de oportunidades de poupança para o consumidor tornam-se ainda mais preponderantes na agenda de todas as companhias do Grupo”.


Ainda assim, a empresa mantém “as perspetivas para o ano tal como apresentadas no dia 9 de março de 2022, aquando da divulgação dos resultados de 2021”.


Citado no comunicado, Pedro Soares dos Santos, presidente do grupo, deu também conta das incertezas que o panorama atual traz ao negócio.


Segundo o gestor, “dois meses volvidos desde o início da ofensiva militar”, é “claro que a subida de preços dos produtos alimentares, da energia e do combustível será muito superior ao que se perspetivava no início do ano”.


“Num horizonte turvado pela incerteza, não temos dúvidas relativamente à nossa primeira prioridade estratégica: fazer a nossa parte no esforço, necessariamente coletivo, de controlo da inflação, através da defesa dos preços baixos e do investimento em fortes campanhas promocionais que permitam criar oportunidades para as famílias, fortalecer a posição competitiva das nossas insígnias e proteger o crescimento dos volumes”, indicou o presidente do grupo.


A Jerónimo Martins registou, nos primeiros três meses deste ano, lucros atribuíveis de 88 milhões de euros, um crescimento de 52,4% face ao período homólogo, adiantou, em comunicado à Comissão do Mercado de Valores Mobiliários (CMVM).


No mesmo período, as vendas da dona do Pingo Doce foram de 5,5 mil milhões de euros, mais 15,2% do que o registado no primeiro trimestre de 2021, adiantou.


Por sua vez, o EBITDA (resultado antes de impostos, juros, depreciações e amortizações) do grupo aumentou, entre janeiro e março 15,5%, atingindo os 372 milhões de euros, indicou.


 


ALYN // JNM


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