05 Outubro 2022, 18:51

Joe Biden critica fortemente queda drástica na produção de petróleo anunciada

LUSA Autor
Agência de notícias de Portugal

Washington, 05 out 2022 (Lusa) — O presidente dos Estados Unidos (EUA), Joe Biden, criticou hoje fortemente a queda drástica na produção de petróleo anunciada pela OPEP + em dois milhões de barris por dia, considerando-a como uma medida de “curto prazo”.


“Numa altura em que é crucial manter o abastecimento energético mundial, esta decisão penalizará em primeiro lugar os países de rendimento baixo e médio”, assegurou o executivo norte-americano.


Numa tentativa de evitar uma potencial subida dos preços, os Estados Unidos vão “colocar no mercado no próximo mês dez milhões de barris retirados de reservas estratégicas de petróleo, dando continuidade às retiradas históricas decididas em março”, indicou a Casa Branca em comunicado.


A aliança dos produtores de petróleo OPEP+, liderada pela Arábia Saudita e Rússia, decidiu hoje, em Viena, reduzir a sua produção em 2 milhões de barris por dia, o que representa o maior corte desde a pandemia.


A descida de produção, que terá início a partir de novembro, é a maior desde maio de 2020, quando estava no início a pandemia de Covid-19 e foi aprovada pelos membros da aliança a pouco mais de um mês das eleições de meio de mandato nos Estados Unidos.


Biden pediu às empresas de energia dos EUA que continuem a reduzir os preços nos postos de gasolina, fechando « a lacuna historicamente grande » para que os consumidores paguem menos.


O anúncio desta quarta-feira da OPEP+, é segundo o presidente democrata norte-americano “um lembrete de porque é tão importante que os Estados Unidos reduzam a sua dependência de fontes estrangeiras de combustíveis fósseis”.


Biden criticou que esse corte acordado em Viena ocorra num momento em que “a economia global continua enfrentando o impacto negativo contínuo” da invasão russa da Ucrânia.


Por todas estas razões, o presidente norte-americano pediu à secretária de Energia, Jennifer Granholm, que explore “qualquer medida adicional responsável para continuar aumentando a produção nacional imediatamente”, indica a nota da Casa Branca.


Biden elogiou o facto de que a Lei de Redução da Inflação, ratificada em agosto, vai acelerar a transição para energias limpas e “aumentar a segurança energética” do país, aumentando, na sua opinião, a independência de outras nações.


A decisão da OPEP+ contraria o pedido dos países ocidentais de abrir as torneiras para baixar o preço dos combustíveis e da energia e assim travar a inflação, apesar de ser possível que o corte real acabe por ser inferior ao anunciado, uma vez que o as extrações da maioria dos produtores do grupo estão bem abaixo da cota nacional estabelecida há meses.



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