03 Dezembro 2021, 01:24

KuantoKusta lança plataforma Kargo para otimizar transporte no ‘e-commerce’

LUSA Autor
Agência de notícias de Portugal

O KuantoKusta estreou-se no negócio do transporte de mercadorias com a nova plataforma digital Kargo, prevendo efetuar um milhão de entregas de ‘e-commerce’ este ano e cinco milhões em 2025, avançou à Lusa o presidente executivo do grupo.

Resultado de um investimento de 100 mil euros em tecnologia, a plataforma Kargo iniciou a operação em regime piloto na semana passada, apenas com algumas lojas e no norte do país, mas Paulo Pimenta acredita que “durante o verão estará a dar uma cobertura nacional”.

A nova empresa do grupo KuantoKusta (KK) entrou no mercado para oferecer “serviços de logística a baixo custo, baseada numa plataforma de soluções integradas na nuvem”: “Muitas lojas não querem fazer contratos com 10-15 transportadoras e, normalmente, trabalham com uma ou duas. Com a Kargo, os lojistas passam a trabalhar apenas com a plataforma e esta é quem define e contrata no mercado a transportadora com melhor preço para cada envio”, explicou o CEO à agência Lusa.

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De acordo com Paulo Pimenta, “a plataforma trabalhará com todas as transportadoras, sem exclusividade”, que pretendam aderir ao serviço.

“Todas darão as suas tabelas, de portes e peso. Isso trará mais dinamismo e aumentará a qualidade de serviço”, sustenta.

Para a concorrência acrescida que a Kargo promete trazer ao mercado contribui o facto de a plataforma poder trabalhar com todo o tipo de transportadoras, sejam de grande dimensão, regionais, micro ou até de serviços locais (como serviços de entrega em bicicleta, por exemplo), o que “fará com que os preços dos portes sejam muito mais baratos, caso a caso”.

“Por exemplo, num envio Porto-Porto, em vez dos preços tabelados em termos nacionais, em que se paga cinco a seis euros, passar-se-á a pagar um euro ou 1,5 euros para se entregar um produto”, explicou o presidente do KuantoKusta, segundo o qual atualmente “está a pagar-se por uma entrega Porto-Porto o mesmo que um Porto-Faro”.

Assim, e com base num “modelo de negócio assente em multi-soluções logísticas integradas”, a Kargo pretende que “pequenas, médias e grandes empresas, assim como os serviços de transporte de mercadorias, otimizem as suas políticas de entrega e, ao mesmo tempo, simplifiquem os seus processos, graças a uma plataforma inteligente que acompanha todo o processo de compra”.

Segundo refere, a combinação de tabela de portes efetuada pela plataforma “permite que as encomendas mais próximas tenham valores mais competitivos do que as mais distantes, fazendo com que os pequenos lojistas sejam competitivos no ‘online’ a nível regional.

“Desta forma, os valores regionais ficam mais baixos e servem todo o ecossistema. O mercado passa a ser meritocrático, fortalecendo o comércio local, os transportadores locais e os clientes e-commerce”, garante Paulo Pimenta.

O objetivo da Kargo é assumir-se como “a maior plataforma de gestão inteligente de transporte de mercadorias até 2025”, tendo como estratégia central “tornar o envio mais rápido, enquanto baixa os custos de transporte”.

Com base num algoritmo que “calcula custos de transporte em tempo real e otimiza recursos de envio, com dados sobre acompanhamento e entrega de encomendas”, o grupo KK garante que “a entrega de um produto até um quilograma (kg) que circula numa mesma cidade custará menos de 1,5 euros ou, caso a mesma encomenda faça o circuito Porto-Faro, custará menos de 3,5 euros”.

“O modelo de valores fixos de portes praticado em Portugal esconde margens muito elevadas, pois desconsidera a variável ‘quilometragem’ e pratica um valor médio de portes, tornando impraticáveis os valores para pequenas distâncias e favorecendo apenas as longas distâncias”, explica Paulo Pimenta.

Já no que toca aos prazos de entrega, o CEO do KuantoKusta afirma que “a maioria das transportadoras garantem entregas em 24 horas, mas, na verdade, as áreas mais remotas do país dificilmente são atendidas nesse período”.

“Os tempos de entregas só são cumpridos nos grandes centros e fracassam nos demais, tornando-se mais um inibidor de vendas ‘online’. Para nós, ser claro na proposta é mais importante do que uma falsa promessa”, sublinha.

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