26 Janeiro 2022, 19:58

Legislativas: BE com programa em braile chama atenção para exclusão de pessoas cegas

LUSA Autor
Agência de notícias de Portugal

A coordenadora do BE entregou hoje uma versão em braile do programa eleitoral do partido e chamou a atenção para a cada vez maior exclusão das pessoas cegas, considerando “perturbante” que ainda aconteça no século XXI.

“É perturbante que estejamos no século XXI e as pessoas com deficiência se estejam a sentir mais excluídas e não mais incluídas”, defendeu Catarina Martins aos jornalistas.

A coordenadora do BE esteve durante a manhã na Associação dos Cegos e Amblíopes de Portugal (ACAPO), em Lisboa, para ouvir algumas pessoas com deficiência e aproveitou a ocasião para deixar cópias do seu programa eleitoral em braile.

O gesto serviu para dar àquelas pessoas uma forma de poderem conhecer o programa para as eleições legislativas de 30 de janeiro, mas não só.

“Fazemo-lo também porque queremos chamar a atenção para a absoluta necessidade de um avanço civilizacional no nosso país que acabe com a exclusão das pessoas com deficiência”, justificou Catarina Martins.

Segundo a líder do Bloco, o problema tem-se agravado em Portugal, muito em função de atualizações tecnológicas que esquecem as pessoas com deficiência, como semáforos que passaram a ter indicação do cronómetro, mas deixaram de ter sinal sonoro, ou a instalação em vários espaços de ecrãs táteis sem possibilidade de aceder à informação por áudio.

Perante este cenário, Catarina Martins assumiu o compromisso de acompanhar estas dificuldades e trabalhar no sentido da inclusão, afirmando que o programa do BE “cumpre a carta dos direitos humanos de pessoas com deficiência e respeita a sua emancipação”.

Por outro lado, criticou também outros partidos, sem os nomear, por olharem para estas questões sobretudo do ponto de vista da institucionalização das pessoas com deficiência.

Em vez disso, a coordenador do BE defende antes que lhes sejam dadas “as ferramentas necessárias para poderem ter a sua vida autónoma, emancipada, como toda a gente tem direito no nosso país e como seguramente um país no século XXI deve responder”.

 

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