04 Julho 2022, 07:35

Legislativas: BE promete “fiscalização absoluta” e “intervenção parlamentar muito combativa”

LUSA Autor
Agência de notícias de Portugal

Lisboa, 05 fev 2022 (Lusa) — A coordenadora do BE, Catarina Martins, prometeu hoje “uma intervenção parlamentar muito combativa” e uma “política de absoluta intransigência face ao Chega”, considerando que a maioria absoluta do PS obriga a uma “fiscalização e exigência absoluta à esquerda”.


No final da Mesa Nacional do BE de hoje, que analisou os resultados eleitorais das legislativas de domingo, Catarina Martins assumiu que “uma maioria absoluta do PS traz desafios enormes à esquerda”, assegurando que os bloquistas os irão assumir.


“Uma maioria absoluta do PS traz uma necessidade de fiscalização e exigência absoluta à esquerda. O país conhece as maiorias absolutas e sabe os graves riscos que comportam, nomeadamente enorme permeabilidade aos interesses económicos, aos grandes interesses económicos e de estagnação naquilo que são as condições mais básicas de vida de quem vive do seu trabalho e dos serviços públicos”, defendeu.


O BE, de acordo com a sua líder, “terá por isso uma intervenção parlamentar muito combativa”, comprometendo-se já com a apresentação de “um pacote robusto de combate à precariedade” no início da legislatura, bem como com “o estatuto do SNS e valorização das carreiras dos seus trabalhadores”.


“Assumimos também uma garantia durante a campanha eleitoral de recomeçar imediatamente o processo para a despenalização da morte assistida, a par também com a reposição dos debates quinzenais”, adiantou.


Assumindo ainda as “dificuldades à esquerda com uma direita radicalizada e com setores radicais da direita com mais peso na Assembleia da República e mesmo da extrema-direita”, Catarina Martins deixou outra garantia: “Oo Bloco de Esquerda terá uma política de absoluta intransigência face ao Chega e à política do ódio”.


“Temos uma outra direita radicalizada, neoliberal, baseada no egoísmo e no ataque aos serviços públicos, nos quais se funda a democracia e o estado social”, criticou ainda.


Também a esta direita, continuou Catarina Martins, o BE promete “uma luta intransigente contra essa radicalização” e também contra o “caminho do PS com maioria absoluta”.


“Conhecemos também a deriva liberal dos governos do PS sempre que não foi condicionado pela esquerda. O PS foi o partido das privatizações liberais que tiraram ao nosso país o controlo público de setores estratégicos. Foi também o partido da liberalização da legislação do trabalho e com isso a precarização de todos os trabalhadores”, criticou.


Por isso, na análise da coordenadora do BE, “há um encontro entre uma radicalização de direita liberal e o pendor liberal do PS com maioria absoluta que exigirá um duplo combate”.


“E o Bloco de Esquerda cá estará para o fazer. Acreditamos que a democracia, o estado social e a solidariedade são aquilo que constrói necessariamente a vida num país mais decente”, enfatizou.



JF // HB


Lusa/fim

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