10 Setembro 2022, 08:26

Legislativas: CDS-PP defende renegociação do PRR e quer triplicar verbas para empresas

LUSA Autor
Agência de notícias de Portugal

O CDS-PP defende uma renegociação do Plano de Recuperação e Resiliência (PRR) e quer que sejam triplicadas as verbas para micro, pequenos e médios empresários, sustentando que “criam riqueza e geram postos de trabalho”.

O líder do CDS-PP, Francisco Rodrigues dos Santos, e a cabeça de lista pelo círculo do Porto, Filipa Correia Pinto, tiveram hoje uma breve reunião com o presidente da Associação de Bares da Zona Histórica do Porto e alguns empresários da área no âmbito da campanha para as eleições legislativas de dia 30.

Apontando que “há muito tempo que vem acompanhando com especial cuidado e atenção o setor dos bares e das discotecas”, o presidente centrista apontou que o partido defende um “choque fiscal em Portugal, uma diminuição de impostos para que os empresários possam ser libertados deste esmagamento fiscal a que têm sido sujeitos através da governação do Partido Socialista”.

“Nós defendemos uma redução do IRC para 15%, uma eliminação da derrama estadual, uma isenção de IRC para todas as empresas que reinvistam a totalidade dos seus lucros e queremos renegociar o PRR para triplicar as verbas afetas à iniciativa privada, que são os nossos pequenos, micro e médios empresários, que criam riqueza e geram postos de trabalho”, elencou, em declarações no final do encontro.

Francisco Rodrigues dos Santos considerou que “tudo isto é possível fazer através de uma redução de impostos, que torne o país mais competitivo no ritmo de crescimento” que ambiciona “e também atrativo para a captação de investimento estrangeiro”.

Considerando que os empresários dos bares e discotecas estão “com a sua atividade bastante restringida”, o presidente do CDS salientou que “precisam de linhas de financiamento muito concretas para colmatar as perdas que tiveram e estão a ter por o Governo ter decretado o fecho das suas atividades”.

“Nós procuramos que esses problemas sejam resolvidos com linhas a fundo perdido, de modo a compensar todos os prejuízos que foram registando ao longo deste período e também, se possível, eliminar as tributações autónomas, o que me parece bastante evidente para estes empresários”, acrescentou.

Questionado sobre o facto de o presidente da associação, António Fonseca, ter concorrido pelo Chega à Câmara Municipal do Porto (tendo depois abandonado o partido), Francisco Rodrigues dos Santos recusou que esta reunião possa ter uma leitura política.

 

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