05 Dezembro 2022, 22:16

Legislativas: Chega exorta PR a ter “noção do seu papel de fiscalização” de maioria absoluta do PS

LUSA Autor
Agência de notícias de Portugal

 Lisboa, 02 fev 2022 (Lusa) — O Chega exortou hoje o Presidente da República a ser “ativo e vigilante” em relação à maioria absoluta do PS, afirmando esperar que Marcelo Rebelo de Sousa “tenha a noção do seu papel de fiscalização”.


Esta posição foi transmitida aos jornalistas pelo presidente do Chega, André Ventura, após ter-se reunido no Palácio de Belém, em Lisboa, com o chefe de Estado, Marcelo Rebelo de Sousa, a quem relatou ter feito diretamente esse apelo.


Sobre o processo de formação do Governo, o presidente do Chega apontou essa questão como “relativamente pacífica”, havendo uma maioria absoluta do PS, e referiu que 22 de fevereiro é “a data provável para a instalação da Assembleia da República” e 23 de fevereiro para a posse do novo executivo.


André Ventura prometeu que o Chega irá fazer “uma forte oposição” aos socialistas no parlamento e, à semelhança da Iniciativa Liberal, anunciou que irá propor “o retorno imediato dos debates quinzenais”, considerando que “o próprio PS dava um bom sinal ao país em aceitar o regresso dos debates quinzenais num cenário de maioria absoluta”.


“Exortámos o senhor Presidente da República, que está consciente, evidentemente, das suas totais funções neste momento, de que, a par da fiscalização do parlamento, é importante termos um Presidente da República ativo também e vigilante num cenário de maioria absoluta”, declarou.


Segundo o presidente do Chega, o chefe de Estado “está perfeitamente consciente dos seus deveres, perfeitamente consciente da situação política e já fez a análise da situação política”.


“Aliás, se há alguma coisa em que Marcelo já tem provas dadas é na análise da situação política”, observou.


Questionado sobre as críticas que tem feito a Marcelo Rebelo de Sousa, que defrontou nas presidenciais do ano passado, André Ventura respondeu que respeita o resultado dessas eleições, e acrescentou: “O que espero que Marcelo faça é aquilo que eu faria se fosse hoje Presidente da República, que é fiscalizar o Governo”.


“Nós temos ainda memória do que foi a última maioria absoluta socialista, ainda se arrastam nos tribunais processos relacionados com essa maioria absoluta, e acho que é importante que o Presidente tenha a noção do seu papel de fiscalização, que a Constituição lhe atribui. Fosse eu eleito era o que faria, e foi o que exortei ao Presidente Marcelo Rebelo de Sousa que faça”, reforçou.


“Espero que o Presidente da República cumpra aquilo que é o seu papel e a sua função”, insistiu.



IEL // JPS


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