06 Julho 2022, 22:56

Legislativas: Costa afirma que Rio admite um Governo PSD “refém” da extrema-direita

LUSA Autor
Agência de notícias de Portugal

O secretário-geral do PS considerou que hoje o presidente do PSD admitiu estar disponível para ter um Governo dependente do apoio do Chega, e adiantou que este partido será o único com quem não dialogará.

No final da visita à Casa do Careto, em Podence, no concelho de Macedo de Cavaleiros, António Costa referiu-se à entrevista que o presidente do PSD concedeu à Antena 1, defendendo a tese de que o líder social-democrata disse aquilo que “seguramente não é o desejo dos portugueses: Um Governo que fica refém da extrema-direita”.

“Durante os debates, já tínhamos percebido que o doutor Rui Rio tinha uma certa predisposição para conseguir piorar o programa do PSD com cedências à Iniciativa Liberal e, quem sabe, ao CDS-PP”, apontou.

No entanto, agora, segundo o líder socialista, “ficou-se a saber que é pior, porque [o presidente do PSD] está mesmo disponível para que um seu Governo, se viesse a existir, ficasse dependente e refém da extrema-direita como já acontece hoje nos Açores”.

“Ora, isso os portugueses seguramente não querem”, insistiu, contrapondo que as pessoas querem “tranquilidade, paz e unidade”.

Confrontado com o convite que a coordenadora do Bloco de Esquerda, Catarina Martins, lhe fez para se reunirem em 31 de janeiro, no dia seguinte às eleições legislativas, António Costa deu a mesma resposta que já tinha dado esta manhã em entrevista à Rádio Renascença.

“Não é só sentarmo-nos à mesa com a Catarina Martins. Estamos disponíveis para nos sentarmos à mesa com todos, com exceção do Chega – porque não há nada a falar com o Chega -, para encontrarmos as melhores soluções para o país”, disse.

Em relação ao convite de Catarina Martins, o líder socialista deixou uma farpa, numa alusão ao chumbo do Orçamento para 2022.

“Ainda há pouco tempo estivemos sentados. Só tenho mesmo pena que ela não tenha querido continuar sentada a conversar, tendo em vista prosseguirmos o trabalho do Orçamento na especialidade. Provavelmente, teríamos poupado ao país está crise política. Uma crise que, manifestamente, o país não desejava e não precisava”, acrescentou.

 

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