24 Maio 2022, 03:57

Legislativas: Manuel Alegre em Lisboa e Francisco Assis no Porto entram na campanha do PS

LUSA Autor
Agência de notícias de Portugal

 Lisboa, 26 jan 2022 (Lusa) — O militante histórico socialista Manuel Alegre discursa na quinta-feira no comício de Lisboa do PS, enquanto o presidente do Conselho Económico e Social (CES), Francisco Assis, falará sexta-feira, no comício de encerramento da campanha, no Porto.


Fonte oficial da campanha do PS avançou também à agência Lusa que esta noite, no comício de Almada, distrito de Setúbal, a novidade na lista de oradores será o professor universitário e ex-candidato presidencial Sampaio da Nóvoa.


Ainda no âmbito deste objetivo de concentração de votos dos eleitores de esquerda no PS, a direção de campanha socialista terá na quinta-feira, no comício de Lisboa, Manuel Alegre, escritor, antigo deputado, membro do Conselho de Estado e candidato nas eleições presidenciais de 2006 e 2011.


Ao longo das últimas décadas, Manuel Alegre tem sido do ponto de vista político um defensor de entendimentos políticos entre as diferentes forças de esquerda. Mas, com o fim da solução de Governo da “Geringonça” em outubro passado, o histórico socialista manifestou-se de forma muito crítica em relação à atuação do Bloco de Esquerda e do PCP.


Manuel Alegre também apareceu a intervir no período de pré-campanha, escrevendo no jornal Público um artigo muito crítico em relação à possibilidade admitida pelo secretário-geral do PS, António Costa, de contar com o PAN para uma maioria de Governo.


Dos nomes dos oradores convidados para os últimos comícios do PS, a maior surpresa é a presença do antigo líder parlamentar socialista Francisco Assis, que, ao contrário de Alegre, se opôs a solução de Governo criada por António Costa em novembro de 2015, com suporte parlamentar do Bloco de Esquerda, PCP e PEV.


Com o fim da “Geringonça”, Francisco Assis, atual presidente do CES, disponibilizou-se para integrar a lista de candidatos a deputados pelo PS nestas eleições legislativas, mas não foi convidado pela direção de António Costa.


Do ponto de vista político, Francisco Assis tem defendido um acordo de regime entre o PS e o PSD, embora não necessariamente sob a forma de “Bloco Central” de Governo.


 


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