26 Janeiro 2022, 07:51

Líbia/Presidenciais: Autoridade eleitoral propõe adiar eleições para 24 de janeiro

LUSA Autor
Agência de notícias de Portugal

Tripoli, 22 dez 2021 (Lusa) – A Alta Comissão Nacional Eleitoral (HNEC) líbia propôs hoje adiar a eleição presidencial, inicialmente marcada para a próxima sexta-feira, para 24 de janeiro, após um comité parlamentar ter concluído que era “impossível” realizar o escrutínio na data prevista.


“Após a concertação com o parlamento, a Alta Comissão Eleitoral propõe o adiamento da primeira volta da eleição [presidencial] para 24 de janeiro de 2022. O parlamento será responsável por adotar as medidas necessárias para resolver os obstáculos ao processo eleitoral”, anunciou o órgão, num comunicado de imprensa.


A proposta da HNEC surgiu pouco depois de um comité parlamentar líbio ter afirmado, esta quarta-feira, que era “impossível” a realização das eleições presidenciais na sexta-feira, dia 24 de dezembro, o que representa um duro golpe nos esforços internacionais para pôr fim a uma década de caos na Líbia.


Tratou-se da primeira declaração oficial sobre a suspensão da votação presidencial, embora esta decisão fosse já esperada, tendo em conta os crescentes entraves e pedidos de adiamento.


A comissão eleitoral do país dissolveu os comités eleitorais na terça-feira e nunca publicou, em conformidade com os trâmites previstos, uma lista final dos candidatos presidenciais.


A realização destas eleições presidenciais foi proposta para ajudar a unificar o país após uma década de guerra civil, mas nas últimas semanas multiplicaram-se os apelos para um adiamento, mesmo face aos receios de um vazio perigoso, nomeadamente a nível securitário, se tal acontecesse.


As primeiras eleições “nacionais” após o acordo de reconciliação firmado em outubro de 2020 sob patrocínio da ONU deveriam ser o culminar de um processo diligente e difícil de pacificação do país, às quais se seguiriam as legislativas, marcadas para um mês depois.


A Líbia mergulhou no caos após a revolta popular apoiada pela NATO que derrubou o regime de Muammar Kadhafi em 2011, minada pelas lutas de poder, dividida entre duas autoridades rivais, num cenário de interferência estrangeira.



CSR // SCA


Lusa/Fim

Sem comentários

deixar um comentário