13 Maio 2022, 18:46

Líder do Chega confirma exoneração de chefe de gabinete parlamentar sem a justificar

LUSA Autor
Agência de notícias de Portugal

Lisboa, 06 mai 2022 (Lusa) — O presidente do Chega confirmou hoje a exoneração do chefe de gabinete do grupo parlamentar, Nuno Afonso, limitando-se a afirmar que se tratou de uma “decisão política” que foi “falada com o próprio”, sem mais explicações.


“Começando pelo caso da exoneração esta manhã do chefe de gabinete, do Nuno Afonso, eu não queria fazer grandes comentários sobre isso. É uma questão essencialmente política, posso dizer-vos que foi falada com o próprio ao longo das últimas duas semanas” pelo que não foi “uma decisão de surpresa”, afirmou André Ventura.


Em declarações aos jornalistas na Assembleia da República, o deputado e líder do Chega disse apenas que se tratou de uma questão de “política interna”, justificando assim não ter “grandes comentários a fazer sobre isso”


André Ventura referiu apenas que a iniciativa de exonerar o chefe de gabinete foi sua, mas “validada pelo grupo parlamentar”.


A notícia da exoneração de Nuno Afonso de chefe de gabinete do Chega no parlamento foi avançada na quinta-feira à noite pela CNN Portugal.


Este dirigente do Chega foi chefe de gabinete de André Ventura, enquanto deputado único do partido, na legislatura passada. Nuno Afonso foi reconduzido no cargo no arranque da nova legislatura mas sai ao fim de pouco mais de um mês.


Nuno Afonso foi vice-presidente do partido mas deixou de o ser no III Congresso, que decorreu em Coimbra em maio do ano passado, assumindo agora as funções de vogal da direção nacional.


Na altura, o dirigente assumiu o seu desconforto com a “queda” na hierarquia do partido e falou em punhaladas.


Este militante “n.º 2” do Chega, logo a seguir ao amigo, fundador e presidente, partilha com Ventura as origens na Linha de Sintra e o passado como conselheiro nacional do PSD, aquando da liderança do antigo primeiro-ministro Passos Coelho.


Nas eleições autárquicas do ano passado foi coordenador autárquico e foi eleito vereador na Câmara Municipal de Sintra.


Esta é a segunda saída de funcionários do Grupo Parlamentar no espaço de uma semana.


Na sexta-feira o assessor político Manuel Matias, pai da deputada Rita Matias, demitiu-se do cargo, após a Transparência Internacional Portugal ter questionado o presidente da Assembleia da República sobre a legalidade da sua nomeação devido à relação familiar.



FM (NS/HPG) // JPS


Lusa/Fim

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