17 Agosto 2022, 05:18

Líder do PSD/Madeira diz que partido tem um “trabalho gigantesco pela frente”

LUSA Autor
Agência de notícias de Portugal

Funchal, Madeira, 04 jul 2022 (Lusa) — O líder do PSD/Madeira, Miguel Albuquerque, afirmou hoje que o partido a nível nacional tem “um trabalho gigantesco pela frente” porque está a “recuperar de uma situação política de fragilidade” para tornar-se numa “oposição assertiva”.


“Neste momento, o PSD nacional tem um trabalho gigantesco pela frente”, disse o presidente dos sociais-democratas madeirenses aos jornalistas à margem de uma visita que efetuou à obra para a criação de “Infraestruturas de Acesso e Seguranças nas Zonas Altas de São Roque, no Funchal.


Num rescaldo ao congresso nacional do PSD, que decorreu no passado fim de semana, no Porto, no qual foi reconfirmada a eleição de Luis Montenegro e Albuquerque foi eleito presidente da Mesa, o responsável madeirense salientou ser necessário “reconstruir e dinamizar a apresentação de uma alternativa política” para o país e os portugueses.


“Estamos a recuperar de uma situação política de fragilidade. É preciso levar em linha de conta que, neste momento, o Governo (PS) tem uma maioria absoluta”, lembrou.


Miguel Albuquerque defendeu que esta a situação “obriga a auscultar a sociedade”, lembrando que vão realizar-se os estados gerais do PSD, o movimento Acreditar, “no sentido de captar, ouvir e liderar aquilo que são os projetos de vanguarda para o país, projetos alternativos”.


O líder insular enfatizou que será dado “enfoque às duas regiões autónomas (Madeira e Açores), que são governadas pelo PSD”.


“Por outro lado, acho que é muito importante o PSD ganhar uma dinâmica no sentido de exercer um escrutínio e uma oposição consistente ao Governo”, vincou, considerando que, sendo um executivo de maioria absoluta do PS “não pode ser deixado, como aliás está, em rédea livre”.


Para Miguel Albuquerque, o PSD tem que liderar dentro e fora do quadro parlamentar “uma oposição assertiva, consistente, não caindo no logro de pedir autorização à esquerda para dizer o que tem de dizer”.


O presidente da estrutura regional do PSD argumentou que o “a situação do país é muito difícil”, mencionando que os episódios verificados nos últimos dias evidenciam que “um governo com três meses parece estar em fim de ciclo”, devido aos “conflitos internos com transposição para o exercício governativo”


“Há uma exigência, por assim dizer, do próprio país, para que o PSD exerça, naquilo que são as suas responsabilidades nacionais, uma oposição assertiva, consistente e sem contemplações”, sustentou.


Albuquerque recordou que Luis Montenegro vem participar na festa anual do PSD/Madeira, no Chão da Lagoa, que se realiza a 24 de julho.


Depois, acrescentou, ser previsível que regresse “no quadro de auscultação da a sociedade civil na Madeira, o chamado compromisso Madeira, que será inicio em setembro.


O líder insular adiantou que esta iniciativa será desencadeada “a partir de setembro, para ouvir todos os setores da sociedade, inicia a elaboração de um programa de Governo para a próxima legislatura e que será apresentado aos concidadãos da Região Autónoma da Madeira”.



AMB // JPS


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