25 Dezembro 2022, 18:21

Lula diz que “ninguém tem autoridade para discutir política fiscal consigo

LUSA Autor
Agência de notícias de Portugal

Lisboa, 19 nov 2022 (Lusa) — O Presidente eleito do Brasil, Lula da Silva, desvalorizou sexta-feira em Lisboa as críticas que recebeu sobre a fiscalidade que pretende para o seu país e disse que “ninguém tem autoridade para falar em política fiscal”.


“Eu sou um cara muito humilde. Eu gosto de conselho e se o conselho for bom você pode ter certeza que eu sigo”, disse Lula da Silva, que criticou, por seu lado, notícias que surgem na imprensa, “um nervosismo na bolsa” que não tem explicação.


Depois de recordar a situação que herdou quando iniciou os dois mandatos presidenciais que exerceu (2003-2011), quando o Brasil registava uma inflação mensal de 12%, uma dívida pública interna de 60,5% e uma dívida com o FMI, Lula da Silva destacou que deixou o país com uma inflação de 4,5%, a dívida pública tinha caído para 37,7% e o Brasil tinha emprestado 15 mil milhões de dólares ao FMI e uma reserva de 370 mil milhões de dólares, “que é o que sustenta o Brasil até hoje”.


“Portanto, eu fico às vezes chateado quando eu vejo sinais de ‘qual é a política fiscal’. Eu tenho dito que ninguém tem autoridade para falar em política fiscal comigo, porque durante todo o meu período de governo eu fui o único país do G20 que fez ‘superavit’ primário durante todo os oito anos do meu mandato”, salientou.


Lula, que toma posse como Presidente em 01 de janeiro de 2023, assegurou que vai cuidar do povo brasileiro com muito respeito, “com muita autoridade”.


“Eu quero dizer, alto e bom som, eu tenho um compromisso com o povo brasileiro. Eu vou cuidar desse povo como ninguém jamais cuidou. Eu vou voltar a fazer ele sorrir. Eu vou votar, aumentar o salário mínimo”, prometeu.


O Presidente eleito do Brasil está de visita a Portugal depois de ter participado na 27.ª Conferência das Nações Unidas sobre Alterações Climáticas (COP27), em Sharm el-Sheikh, no Egito.


Luiz Inácio Lula da Silva, que já cumpriu dois mandatos como Presidente do Brasil, entre 2003 e 2011, foi novamente eleito em 30 de outubro, na segunda volta da eleição presidencial brasileira, com 50,9% dos votos, derrotando o chefe de Estado brasileiro em exercício, Jair Bolsonaro.



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