16 Setembro 2021, 19:21

Madem-G15 mantêm-se na coligação no governo na Guiné-Bissau — porta-voz do partido

LUSA Autor
Agência de notícias de Portugal

Bissau, 31 mai 2021 (Lusa) – O Movimento para a Alternância Democrática (Madem G-15) vai manter-se na coligação que sustenta o atual Governo na Guiné-Bissau, disse hoje o porta-voz do partido, Jibirl Baldé.


A decisão saiu de uma reunião da Comissão Permanente, alargada às estruturas da juventude, de quadros e de mulheres do partido que nos últimos dias têm vindo a exigir a retirada do Madem-G15 da coligação que sustenta o Governo.


A Quadem (estrutura de quadros e técnicos) do Madem deu, na sexta-feira, um prazo de 72 horas, para que o coordenador do partido, Braima Camará, tornasse público se abandonaria ou não a coligação.


Por ser o partido com maior número de deputados entre os da coligação no Governo, 27, as estruturas do Madem-G15 consideram que o partido tem sido prejudicado a favor do PRS (Partido da Renovação Social) e Assembleia do Povo Unido – Partido Social-Democrata (APU-PDGB), as duas outras formações partidárias que fazem parte da coligação no Governo.


No final da reunião de hoje, o porta-voz do Madem e antigo ministro da Educação, Jibril Balde, assinalou que o partido analisou as questões colocadas pelas suas estruturas de base e concluiu que “apesar da justeza de algumas questões, houve um claro exagero”.


“Têm todo o direito de manifestar a sua indignação, mas o partido entendeu que houve exageros. Não se pode dar um ultimato ao partido, naturalmente”, defendeu Jibril Baldé.


O porta-voz do Madem-G15 disse que os dirigentes das estruturas do partido pediram desculpa ao coordenador nacional, Braima Camará, que aceitou, mas deixou indicações para que situações do género não se repitam. Os quadros do Madem acusam Camará de passividade e que, dizem, está a ser utilizada para prejudicar o partido.


Uma das críticas que as estruturas do partido fazem a Braima Camará é uma alegada inércia perante o que consideram de falta de colocação de quadros do Madem no aparelho do Estado e ainda a pouca atribuição de bolsas de estudos para a juventude alinhada com aquela formação política.


Jibril Baldé notou que foram dadas orientações para uma “análise aprofundada” sobre as questões levantadas pelas estruturas do partido, mas, disse, sem colocar em causa o acordo da coligação.


“Não está em causa a continuidade do Madem na atual coligação”, frisou o porta-voz do partido.


Jibrial Baldé afirmou que a Comissão Permanente concluiu que “de facto” o Madem “saiu prejudicado na última remodelação governamental”, mas que coloca em primeiro lugar o interesse nacional.



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