03 Dezembro 2021, 00:24

Marcelo espera que ida a Bissau contribua para Cimeira da CPLP com todos em Luanda

LUSA Autor
Agência de notícias de Portugal

Lisboa, 21 mai 2021 (Lusa) – O Presidente da República afirmou hoje esperar que a sua ida a Bissau contribua para uma Cimeira da Comunidade dos Países de Língua Portuguesa (CPLP) com todos os chefes de Estado presentes em Luanda.


No programa da Antena 1 “Geometria Variável”, Marcelo Rebelo de Sousa defendeu que a sua visita oficial à Guiné-Bissau entre segunda e terça-feira, a convite do Presidente guineense, Umaro Sissoco Embaló, “valeu imenso a pena”.


“Nomeadamente também valerá ainda mais a pena se na Cimeira de Luanda estivermos todos os chefes de Estado da CPLP, coisa que não tem acontecido”, acrescentou.


Questionado sobre a situação em Cabo Delgado, Moçambique, o Presidente da República respondeu: “Os últimos tempos têm mostrado passos muito positivos na resposta da CPLP, como se verá depois em Luanda, mas também da comunidade internacional”.


“Estamos mais próximos daquilo que é uma nova fase de uma solução do que estávamos há seis meses, há quatro meses, há três meses”, adiantou, sem dar detalhes.


Ainda sobre a CPLP, o Presidente da República congratulou-se com “o passo que vai ser dado agora na Cimeira de Luanda” quanto à mobilidade no espaço da lusofonia.


No seu entender, “é determinante” para o objetivo de ter uma CPLP que vá “mais longe na vida concreta das pessoas”.


“Havia Estados menos abertos, por razões de integração regional ou por idiossincrasias próprias, e houve que fazer a quadratura do círculo e ir para uma solução que fosse muito flexível, mas tivesse um núcleo duro”, descreveu.


Marcelo Rebelo de Sousa salientou que “quem quiser integrar o núcleo duro, integra, é livre de integrar; quem não integrar o núcleo duro tem um regime mais flexível no tempo e no conteúdo – que, permite, não obstante, não deixar ninguém de fora”.


Em resposta às críticas à sua visita oficial à Guiné-Bissau, começou por dizer que Portugal dialoga “com imensos Estados do mundo” e países “irmãos na CPLP” que têm “regimes políticos muito diferentes: partido único, partido não único, partido liderante, multipartidarismo condicionado”.


O chefe de Estado argumentou que “a melhor forma de contribuir para a aceitação de determinados princípios não é a ausência”, que “deixar de conviver é deixar de criar condições de diálogo para o reforço da democracia, do Estado de direito democrático”.


Por outro lado, destacou que se reuniu em Bissau com os representantes dos partidos políticos e sustentou que “esse simples facto mostrou que continua a haver um pluripartidarismo, uma oposição que pensa muito diversamente da chamada situação”.


Neste programa da jornalista Maria Flor Pedroso participam o antigo ministro da Defesa Nuno Severiano Teixeira e o ex-eurodeputado social-democrata Carlos Coelho.


Quando visitou Bissau, perante o seu homólogo guineense, Marcelo Rebelo de Sousa disse-lhe: “Do mesmo modo que Portugal tudo tem feito na medida das suas possibilidades para valorizar a CPLP, tem a certeza de que vossa excelência será na Guiné-Bissau um intérprete da mesma vontade”.


A próxima cimeira da CPLP está agendada para 16 e 17 julho, em Luanda. Cabo Verde preside atualmente a esta comunidade, seguindo-se a presidência angolana.


Angola, Brasil, Cabo Verde, Guiné-Bissau, Guiné Equatorial, Moçambique, Portugal, São Tomé e Príncipe e Timor-Leste são os Estados-membros da CPLP.



IEL // ACL


Lusa/Fim

Sem comentários

deixar um comentário