05 Fevereiro 2023, 01:22

Metro do Porto supera 950 milhões de validações em 20 anos de serviço comercial

LUSA Autor
Agência de notícias de Portugal

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O Metro do Porto superou os 950 milhões de validações em 20 anos de serviço, que se assinalam hoje, mas as linhas que ficaram por construir, como as da Trofa, Campo Alegre ou Boavista, poderiam ter aumentado esse número.

Fonte oficial da empresa adiantou à Lusa que até ao final de novembro foram transportados 59,4 milhões de passageiros este ano, número que acresce aos 893,1 milhões transportados nos anos completos de operação desde 2003, chegando aos 952,5 milhões.

Em entrevista à Lusa a propósito dos 20 anos de operação comercial da Metro, o presidente da empresa, Tiago Braga, tinha apontado os 60 milhões como objetivo para este ano, número que deverá ser superado.

No entanto, o número total de viagens poderia ter sido maior caso todas as linhas planeadas tivessem sido construídas, como a da Trofa ou, no Porto, da Boavista ou Campo Alegre.

Atualmente, estão em obra a extensão da Linha Amarela entre Santo Ovídio e Vila d’Este (Vila Nova de Gaia), a construção da Linha Rosa (São Bento – Casa da Música), e está projetada a Linha Rubi (Santo Ovídio – Casa da Música).

Manuel Paulo Teixeira, arquiteto que trabalhou no Gabinete de Projetos da Metro e atualmente é administrador delegado dos Transportes Intermodais do Porto (TIP), recordou que a linha da Boavista tinha “um projeto de execução que foi feito, foi revisto, estava pronto a ser lançado e estava no memorando com o Governo”.

O então funcionário da Metro recordou que “era um baixo investimento que estava estimado na altura em cerca de 100 milhões de euros”, ficando mesmo abaixo desse valor.

“Algumas pessoas dirão que foi uma boa decisão na altura questionar a bondade dessa linha e pensar em substituí-la por uma outra do Campo Alegre”, que também não chegou a ser construída, disse à Lusa.

Para Manuel Paulo Teixeira, “ambas tinham procura” e “se justificavam do ponto de vista urbano”, convivendo “numa zona da cidade que precisa urgentemente de ter uma rede de transporte público em sítio próprio, que nunca chegou a ser construída até hoje”.

O mesmo sucedeu com a extensão da Linha Verde para a Trofa, concelho que nunca chegou a ver o metro após o encerramento da linha de comboio, uma promessa que ficou por cumprir.

Em 23 de fevereiro, o movimento “Metro até à Trofa” exigiu ao Governo o cumprimento do memorando de entendimento sobre o desenvolvimento da rede, quando se cumpriram 20 anos de espera pela chegada do metro, tendo a população de Muro assinalado a data numa cerimónia junto à antiga estação do comboio desativada.

O porta-voz do movimento e também presidente da Junta de Freguesia de Muro, José Fernando Martins, explicou à Lusa que além da população “perder mobilidade”, houve “uma expectativa de investimento no ramo imobiliário” e “famílias que chegaram a comprar casa, mas que depois desistiram”, gerando edifícios devolutos.

À Lusa, o presidente da Metro falou na “reposição do serviço” num “modelo híbrido, com um prolongamento do canal ferroviário até à estação de Muro/Serra e depois em BRT [metrobus] até à Trofa”.

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