30 Novembro 2021, 03:32

Metrobus entre Boavista e Praça do Império, no Porto, em obra no final de 2022

©Amândia Queirós | Mundo Atual
LUSA Autor
Agência de notícias de Portugal

A ligação de metrobus entre a Rotunda da Boavista e a Praça do Império, no Porto, deverá estar em obra no final do próximo ano, referiu hoje o ministro do Ambiente, João Pedro Matos Fernandes.

“O próximo [concurso que vamos lançar relacionado com a rede de Metro do Porto] é o projeto muito importante da linha ao longo da Avenida da Boavista e depois Marechal Gomes da Costa. E uma vez lançado o concurso de projeto, quero acreditar que no final do próximo ano já conseguimos estar em obra”, disse o governante.

Em declarações à agência Lusa esta manhã e à margem da visita realizada às obras de requalificação da frente ribeirinha de Vila Nova de Gaia, o distrito do Porto, Matos Fernandes disse que esta será “uma obra muito mais simples de ser feita”, porque “entre outras coisas não tem de ter estudo de impacto ambiental”.

Convidado a descrever detalhes sobre as linhas da Metro do Porto que serão financiadas pelo Plano de Recuperação e Resiliência (PRR), o ministro do Ambiente e da Ação Climática disse que, além da linha que fará ligação entre a Casa da Música (Porto) e Santo Ovídio (Vila Nova de Gaia), também será financiada a “linha BRT [Bus Rapid Transit]”, referindo-se à ligação de metrobus entre a Rotunda da Boavista e a Praça do Império.

O Jornal de Notícias descreve hoje que esta ligação terá sete paragens ao longo dos seus 3,8 quilómetros de extensão, e que a obra deverá ficar pronta até ao final de 2023.

Citando os documentos do PRR, este jornal diário descreve que a ligação por metrobus entre a Rotunda da Boavista e a Praça do Império tem “um elevado potencial de procura, com ganhos significativos de aumento de passageiros para o sistema de transportes coletivos”.

O PRR específica, ainda, que para o serviço serão comprados 12 autocarros 100% elétricos.

Quando à ligação entre a Casa da Música (Porto) e Santo Ovídio (Vila Nova de Gaia), conhecida como “segunda linha de Gaia”, esta exigirá a construção de uma nova ponte ferroviária sobre o rio Douro, tendo o lançamento do concurso público internacional de conceção sido oficializado a 16 de março, numa cerimónia nos Jardins do Palácio de Cristal, no Porto, na presença do primeiro-ministro, António Costa.

A nova travessia para ligar o Porto e Vila Nova de Gaia através de metro vai ficar entre as pontes da Arrábida e Luís I.

A linha terá oito estações, seis das quais subterrâneas.

A estimativa de custo de empreitada da ponte é de 50 milhões de euros, e a nova travessia vai ter vias para peões e bicicletas, ligando o Campo Alegre, no Porto (entre a Faculdade de Letras e a Faculdade de Arquitetura), à VL8 (junto ao Arrábida Shopping), em Vila Nova de Gaia.

Quando a financiamento global sobre estas novas ligações, a 16 de março, na cerimónia presidida por António Costa, o ministro do Ambiente disse que, no âmbito do PRR, a “nova linha para Gaia” estava estimada em 300 milhões de euros, e a de metrobus na Boavista orçada em 83 milhões de euros, incluindo o material circundante.

 

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