09 Dezembro 2022, 23:55

Migrações: 400 iraquianos voltam a casa depois de semanas a tentar entrar na UE

LUSA Autor
Agência de notícias de Portugal

Moscovo, 18 nov 2021 (Lusa) – Cerca de 400 iraquianos deverão voar para casa hoje, deixando a Bielorrússia e abandonando a esperança de entrar na União Europeia, após mais de uma semana de tensões na fronteira oriental do bloco, onde centenas de migrantes permanecem encurralados.


Um avião com um número ainda desconhecido de passageiros pretende descolar de Minsk ao início da tarde e fazer duas paragens, uma na cidade de Erbil e outra na capital do Iraque, Bagdad.


Um total de 430 iraquianos inscreveram-se para os voos de regresso a casa e a maioria deles já estava no aeroporto hoje de manhã, de acordo com o cônsul do Iraque na Rússia, Majid al-Kilani.


Um grande grupo de pessoas — que, segundo a ativista de direitos humanos polaca Natalia Gebert, pode ultrapassar as 10 mil — está, desde 8 de novembro, encurralado entre a fronteira da Bielorrússia e a da Polónia, com ambos os países a expulsarem-nos.


A maioria destas pessoas provém do Médio Oriente e quer fugir de conflitos ou da falta de condições para viver nos seus países, estando a tentar chegar à Alemanha ou a outros países da Europa Ocidental.


O Ocidente acusa o Presidente da Bielorrússia, Alexander Lukashenko, de ter atraído os migrantes para a fronteira, com vistos e promessas de facilitar a sua entrada na UE, para os usar como forma de desestabilizar o bloco de 27 Estados e retaliar pelas sanções aplicadas ao seu regime.


A Bielorrússia nega ter orquestrado a crise e acusa, por seu lado, a Polónia de estar a violar os direitos humanos ao não deixar entrar nenhum migrante no seu país.


Segundo a agência Associated Press, cerca de 2.000 pessoas acampam ao frio nas florestas que rodeiam a fronteira, incluindo crianças, e pelo menos 11 mortes foram registadas nas últimas semanas, devido à queda das temperaturas.


Na noite de terça-feira, as autoridades bielorrussas ofereceram-se para levar as pessoas para um armazém próximo, com aquecimento, colchões, água e refeições quentes.


No dia seguinte, estavam aí hospedados cerca de 1.000 migrantes, enquanto os restantes permaneciam nos acampamentos improvisados na fronteira, de acordo com a Cruz Vermelha Bielorrussa.



PMC // PAL


Lusa/Fim

Sem comentários

deixar um comentário