30 Novembro 2021, 04:00

Migrações: Espanha avisa que não aceita chantagens da parte de Marrocos

LUSA Autor
Agência de notícias de Portugal

Madrid, 20 mai 2021 (Lusa) – A ministra da Defesa espanhola, Margarita Robles, avisou hoje que Marrocos deve ter “muito claro” que a Espanha “não vai aceitar chantagens” e que a integridade territorial “não é negociável, nem está em jogo”.


Numa entrevista à rádio pública espanhola (RNE), Robles assegurou ainda que Madrid irá utilizar todos os meios à sua disposição para controlar as fronteiras e assegurar o cumprimento do direito internacional.


A responsável governamental também manifestou o seu desejo de que Marrocos respeite as regras do direito internacional, depois de recordar que o que aconteceu esta semana não é apenas uma agressão às fronteiras espanholas, mas também às da União Europeia (UE).


Depois de manifestar o seu orgulho no papel desempenhado pelas Forças Armadas e as forças de segurança do Estado nesta crise migratória, Margarita Robles salientou que demonstraram, uma vez mais, que a Espanha “é um país basicamente humanitário”.


A pressão migratória na fronteira de Ceuta com Marrocos diminuiu na quarta-feira, após a entrada sem precedentes de cerca de 8.600 imigrantes ilegais em dois dias.


A maior parte dos migrantes, cerca de 5.600, foi posteriormente devolvida a Marrocos.


A tensão entre Espanha e Marrocos também diminuiu face à presença de unidades antimotim das forças de segurança marroquinas, após Rabat ter decidido reativar o controlo fronteiriço.


A origem desta última crise entre Espanha e Marrocos está relacionada com a permanência em Madrid do secretário-geral da Frente Polisário, Brahim Ghali, por motivos de saúde.


Hoje a ministra espanhola reiterou que Brahim Gali está em Espanha por “razões humanitárias”, em circunstância prevista no direito internacional.


Ceuta e Melilla, as únicas fronteiras terrestres da União Europeia com África, são regularmente palco de tentativas de entrada de migrantes, mas a maré humana de segunda-feira não tem precedentes.


A Frente Polisário, considerada como um grupo terrorista por Rabat, reivindica o direito à autodeterminação no Saara Ocidental, território que foi colónia espanhola e posteriormente ocupado pelo Marrocos.



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