05 Dezembro 2022, 20:53

Ministra da Cultura lamenta o desaparecimento de “uma referência maior da cultura portuguesa”

A Ministra da Cultura, Graça Fonseca, através de uma nota de pesar, lamentou a morte do escultor João Cutileiro (1937-2021), “um artista central da escultura contemporânea e uma referência maior da cultura portuguesa”.

João Cutileiro morreu hoje, aos 83 anos. Estava internado num hospital de Lisboa com graves problemas do foro respiratório.

Graça Fonseca referiu-se a João Cutileiro como “um dos mais singulares artistas portugueses do século XX e um escultor de renome internacional, projetando a arte contemporânea portuguesa. Com um estilo irreverente, festivo e profundo nas intenções, o seu trabalho marcou decisivamente a paisagem artística e cultural em Portugal a partir do final dos anos cinquenta”, acrescentado que o escultor “soube romper com a tradição, abrir novos caminhos e, através deles, reinventar Portugal e a sua história, criando uma mitologia que é ao mesmo tempo própria, mas também coletiva, pela forma como, a partir dele, vemos em espelho aquilo que somos, com humor e com assombro”.

Das obras do artista nascido em Lisboa em 1937, é possível destacar o Monumento ao 25 de Abril, no Parque Eduardo VII e a imagem em mármore do Rei D. Sebastião, em Lagos.

João Cutileiro foi condecorado com a Ordem de Sant’Iago da Espada, Grau de Oficial, a 3 de agosto de 1983 e recebeu o Doutoramento Honoris Causa pela Universidade de Évora – Escola de Artes, em 2013, e pela Universidade Nova de Lisboa – Faculdade de Ciências Médicas. Em 2018, Governo Português concedeu-lhe a Medalha de Mérito Cultural.

A Ministra da Cultura destacou também a coragem e a generosidade do escultor.

“João Cutileiro foi um criador corajoso, mas também um homem generoso, um mestre e educador para muitos, e um exemplo que teremos sempre presente. A sua obra, parte fundamental do património artístico português contemporâneo, é um legado que, permanentemente, nos continuará a desafiar, a questionar e a motivar”.

 

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