18 Janeiro 2022, 00:39

Ministro brasileiro insiste em incluir a Petrobras no plano de privatização

LUSA Autor
Agência de notícias de Portugal

São Paulo, 01 dez 2021 (Lusa) – O ministro da Economia do Brasil, Paulo Guedes, insistiu hoje que o plano de privatização do Governo deve incluir a petrolífera estatal Petrobras porque “o futuro é verde” e o petróleo terá “valor zero” em alguns anos.


“A Petrobras não satisfaz ninguém e é uma bomba para o Governo”, declarou Guedes num evento virtual com outras autoridades e no qual defendeu que “o mundo caminha para uma economia verde e digital.”


A possível privatização da empresa, controlada pelo Estado brasileiro, mas com capital misto e cujas ações estão listadas nas bolsas de valores de São Paulo, Nova Iorque e Madrid, começou a ser cogitada pelo próprio Presidente do país, Jair Bolsonaro, há meses.


Segundo Bolsonaro, essa ideia responde aos fortes aumentos dos preços dos combustíveis, que já acumulam uma subida de perto de 50% este ano, que, juntamente com outros fatores, tem afetado sua popularidade.


No mês passado, referindo-se a esse impacto político, Bolsonaro declarou que a Petrobras só lhe dá “dor de cabeça” e reclamou não poder intervir nas políticas de preços da empresa para frear os contínuos aumentos dos preços dos combustíveis.


O chefe de Estado brasileiro chegou a perguntar “de que adianta a Petrobras ter recordes de produção” de petróleo bruto se depois os benefícios são “para seus acionistas” e não para a sociedade.


Segundo afirmou hoje Guedes, “se o futuro [económico] for verde”, quem se opõe à privatização da Petrobras “vai morrer sentado em cima de um petróleo que daqui a alguns anos terá valor zero”.


O ministro brasileiro disse ainda que quem quer manter a Petrobras na órbita do Estado pretende “roubar de novo”, aludindo assim aos escândalos de corrupção descobertos na empresa nos últimos anos pela Operação Lava Jato.


Esses escândalos ocorreram durante os governos do Partido dos Trabalhadores (PT), liderado pelo ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva, claro favorito para derrotar Bolsonaro nas eleições presidenciais de 2022.



CYR // CSJ


Lusa/Fim


 

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