03 Dezembro 2021, 00:08

Ministro diz que críticas à reforma militar são feitas com guião de antigos oficiais

LUSA Autor
Agência de notícias de Portugal

Porto, 28 abr 2021 (Lusa) — O ministro da Defesa sustentou hoje que as críticas à reforma militar são sempre as mesmas e baseadas num “guião” produzido por um conjunto de oficiais que saíram das Forças Armadas há mais de uma década.

“Não são os militares e muito menos os militares do passado que devem decidir sobre como funcionam as Forças Armadas do presente e do futuro”, afirmou João Gomes Cravinho aos jornalistas, à margem de uma visita ao Centro de Engenharia e Desenvolvimento de Produto (CEiiA), em Matosinhos, no distrito do Porto.

O governante disse que ficaria muito surpreendido se não existissem críticas porque, sustentou, são as mesmas que se fizeram ouvir em 2009, 2014 e “muito provavelmente” se vão fazer ouvir cada vez que a tutela política “queira tocar” nas Forças Armadas.

“As críticas são sempre as mesmas, vêm do mesmo guião que foi produzido por um conjunto de oficiais que saíram das Forças Armadas há mais de uma década e que, obviamente têm direito às suas opiniões, mas não são donos das Forças Armadas”, sublinhou.

João Gomes Cravinho explicou que a reforma militar foi desenvolvida a pensar nas necessidades do presente e do futuro e não a olhar para o passado.

Houve um trabalho de diálogo com as chefias atuais das Forças Armadas e não com as do passado, assim como com as instituições, frisou.

O ministro disse que, agora, a reforma militar vai seguir a tramitação normal e passar pela Assembleia da República.

As propostas do Governo que alteram a Lei de Defesa Nacional e a Lei Orgânica das Forças Armadas, aprovadas em Conselho de Ministros no dia 08 deste mês, centralizam competências no chefe do Estado-Maior General das Forças Armadas (CEMGFA).

Em março, o Presidente da República convocou reuniões do Conselho de Estado e do Conselho Superior de Defesa Nacional para ouvir estes dois órgãos de consulta sobre esta reforma.

Segue-se agora o debate na generalidade na Assembleia da República, a 12 de maio, e análise na especialidade das propostas do Governo.

SVF //SF

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