25 Janeiro 2022, 10:17

Moçambique/Ataques: PR exige vigilância às Forças Armadas

LUSA Autor
Agência de notícias de Portugal

Maputo, 10 nov 2021 (Lusa) – O Presidente moçambicano, Filipe Nyusi, exigiu hoje vigilância às Forças Armadas de Defesa, apontando-as como a peça fundamental para o alcance da paz em Cabo Delgado e a manutenção da soberania.


“Queremos que as forças armadas continuem a ser de excelência para defesa da nossa pátria, consolidando-se cada vez mais como a forja da unidade nacional. É vossa tarefa garantir que Moçambique continue um Estado soberano”, declarou o chefe de Estado.


Filipe Nyusi falava durante o encerramento dos cursos de formação de sargentos das Forças Armadas de Defesa na vila Municipal de Boane, na província de Maputo.


Para o Presidente moçambicano, os membros das Forças Armadas de Defesa de Moçambique têm o dever de manter a vigilância, principalmente num momento em que o país enfrenta uma ameaça de “um grupo que não quer ver a nação a desenvolver”.


“As patentes que ostentam impedem-vos de se distraírem, enquanto um grupo de pessoas que não quer ver o nosso país a desenvolver rouba os nossos recursos e violam a nossa integridade territorial”, declarou o chefe de Estado moçambicano.


“Um dirigente na área de defesa e segurança é proibido de apanhar sono, sobretudo se no território estivermos a ouvir sons de tiros”, frisou.


Embora sem avançar detalhes, o chefe de Estado moçambicano declarou que está em curso um processo de reestruturação das Forças de Defesa e Segurança, visando fortalecer o “núcleo” que vai garantir a “manutenção das vitórias” que Moçambique, com a apoio das forças do Ruanda e da Comunidade de Desenvolvimento da África Austral (SADC), tem alcançado no combate a grupos armados em Cabo Delgado, norte do país.


Cabo Delgado, província rica em gás natural, é aterrorizada desde 2017 por rebeldes armados, sendo alguns ataques reclamados pelo grupo extremista Estado Islâmico.


A ofensiva das tropas governamentais ganhou vigor em julho, com o apoio do Ruanda, a que se juntou depois a SADC, permitindo aumentar a segurança e recuperar várias zonas onde havia presença de rebeldes, nomeadamente a vila de Mocímboa da Praia, que estava ocupada desde agosto de 2020.


O conflito já provocou mais de 3.100 mortes, segundo o projeto de registo de conflitos ACLED, e mais de 817 mil deslocados, de acordo com as autoridades moçambicanas.



EYAC // VM


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