05 Julho 2022, 10:39

Moçambique/Ataques: ‘Troika’ da SADC defende prorrogação da missão militar em Cabo Delgado

LUSA Autor
Agência de notícias de Portugal

Maputo, 11 jan 2022 (Lusa) — O presidente da ‘troika’ de Cooperação nas Áreas de Política e Defesa da Comunidade de Desenvolvimento da África Austral (SADC) defendeu hoje a prorrogação do mandato das forças que apoiam Moçambique no combate a grupos armados em Cabo Delgado.


“Devemos todos estar cientes da necessidade de continuar a combater o terrorismo em Moçambique, um país irmão”, declarou chefe de Estado sul-africano, Cyril Ramaphosa, presidente da ‘troika’ das áreas de Política e Defesa da SADC.


Ramaphosa falava durante a cimeira extraordinária que juntou Botsuana, Namíbia e África do Sul, países que integram a ‘Troika’ da SADC, e Moçambique, em Lilongwe, no Maláui, um encontro que debateu os progressos da missão da SADC envida a Moçambique para apoiar o país no combate ao terrorismo.


Para Cyril Ramaphosa, a missão, cujo mandato terminava no sábado, deve continuar, na medida em que o restabelecimento da paz em Moçambique vai contribuir para a ambição de uma região estável.


“Estamos a notar progressos significativos no domínio da segurança, o que traz a possibilidade de um reinício de uma vida normal em Cabo Delgado […], a nossa missão é agora estender a missão no terreno, uma decisão que deve ser homologada na cimeira desta quarta-feira”, declarou.


O encontro da ‘troika’ de Cooperação nas Áreas de Política e Defesa antecede a cimeira extraordinária da SADC marcada para quarta-feira para debater o mesmo tema, também no Maláui, um encontro que vai decidir sobre a permanência das forças estrangeiras em Moçambique.


A cimeira será presidida pelo chefe de Estado do Maláui, Lazarus Chakwera, que é atualmente o presidente em exercício da SADC, e, além de avaliar a missão, os líderes vão debater os modelos de financiamento das operações das forças dos países-membros que estão em Cabo Delgado.


A província de Cabo Delgado é rica em gás natural, mas aterrorizada desde 2017 por rebeldes armados, sendo alguns ataques reclamados pelo grupo extremista Estado Islâmico.


O conflito já provocou mais de 3.100 mortes, segundo o projeto de registo de conflitos ACLED, e mais de 817 mil deslocados, de acordo com as autoridades moçambicanas.


Desde julho, uma ofensiva das tropas governamentais com apoio do Ruanda a que se juntou depois a Comunidade de Desenvolvimento da África Austral permitiu aumentar a segurança, recuperando várias zonas aos rebeldes, nomeadamente a vila de Mocímboa da Praia, que estava ocupada desde agosto de 2020.



EYAC // LFS


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