08 Outubro 2022, 07:05

Mortalidade com “possível tendência crescente”

LUSA Autor
Agência de notícias de Portugal

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A transmissão do vírus SARS-CoV-2 apresenta uma incidência estável em Portugal, mas a mortalidade específica por covid-19 regista uma “possível tendência crescente”, alerta o relatório sobre a evolução da pandemia hoje divulgado.

“A epidemia de covid-19 manteve uma incidência elevada, apresentando uma estabilização. O número de internamentos por covid-19 apresenta uma tendência decrescente, enquanto a mortalidade específica apresenta uma possível tendência crescente”, refere o documento da Direção-Geral da Saúde (DGS) e do Instituto Ricardo Jorge (INSA).

Na segunda-feira, a mortalidade específica por covid-19 estava nos 8,9 óbitos a 14 dias por um milhão de habitantes, quando no mesmo dia da semana anterior era de 8,1, um valor que, apesar do ligeiro crescimento, está abaixo do limiar de 20 mortes definido pelo Centro Europeu de Controlo de Doenças (ECDC).

De acordo com a DGS e o INSA, a mortalidade por todas as causas na última semana encontra-se dentro dos valores esperados para esta época do ano.

O relatório indica ainda que continua a registar-se uma tendência decrescente da ocupação hospitalar por covid-19, com 431 internados na segunda-feira, que representavam menos 8% do que os hospitalizados na semana anterior.

Já quanto aos cuidados intensivos, o documento avança que os 33 doentes internados nessas unidades correspondiam a 12,9% do limiar definido como crítico de 255 camas ocupadas e também com tendência decrescente neste indicador.

Perante estes indicadores, a DGS e o INSA recomendam que seja mantida a vigilância da situação epidemiológica da covid-19, a manutenção das medidas de proteção individual, a vacinação de reforço e a comunicação frequente destas medidas à população.

Entre 03 de março de 2020, quando foram confirmados os primeiros casos em Portugal, e 05 de setembro, Portugal registou 5.432.695 infeções por SARS-CoV-2, 359.692 das quais são suspeitas de reinfeção, que representam 6,6% do total de casos.

A maior percentagem de reinfeções reportada entre 91 e 180 dias ocorreu no período de predominância da BA.5 da variante Ómicron, que atualmente é a linhagem dominante em Portugal, refere o relatório da autoridade de saúde.

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