09 Dezembro 2021, 04:37

Obras na Câmara de Gaia vão custar 3,8 milhões e terão duração de dois anos

Susana Faria AdministratorKeymaster

O edifício da Câmara de Gaia vai sofrer obras de reabilitação que vão custar 3,8 milhões de euros e prevê-se que estejam concluídas “em meados de 2024”.

O procedimento concursal foi hoje aprovado, por unanimidade, em reunião de Executivo, onde o presidente da autarquia, Eduardo Vítor Rodrigues, revelou que se trata de uma empreitada funcional, que pretende manter a traça original do edifício e implicará a deslocação de 70 trabalhadores e serviços do Salão Nobre para o Auditório da Assembleia Municipal.

“O edifício dos Paços do Concelho é um ícone de Gaia, desenhado pelo arquiteto Oliveira Ferreira e está num processo de degradação acentuada. Embora se perceba algum cuidado por fora, no interior há uma grande desatualização. Precisa não de uma manutenção, mas sim de uma reformulação importante. Este é um edifício enorme que não vai crescer, mas sim atualizar-se”, explicou.

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Eduardo Vítor Rodrigues frisou que “durante anos foram feitas obras de manutenção que violaram a originalidade do edifício” e agora o objetivo passa por “voltar ao projeto, original” e “reabilitar integralmente”.

“Os trabalhos têm um prazo de dois anos e prevejo que estejam concluídos em meados de 2024. Hoje apenas lançámos o concurso e ainda há procedimentos que poderão demorar 6/7 meses até ao início dos trabalhos”, salientou.

No decorrer da reunião, o Município rejeitou a delegação de competências na área da ação social e aprovou um suplemento de 3,36 euros de penosidade e insalubridade a todos os funcionários da autarquia com retroatividade a 1 de janeiro de 2021.

Autarca quer colaboração das Unidades de Saúde na vacinação

No final da reunião, o autarca questionado acerca da atuação dos Centros de Vacinação em Gaia, referiu aos jornalistas que “é altura de falar menos nos Centros, mas sim nas Unidades de Saúde” que continuam a trabalhar a meio gás.

Eduardo Vítor Rodrigues reforçou a importância de discutir o processo de vacinação de forma a envolver os Centros de Saúde, que “estiveram durante este tempo fora de todo o procedimento, com os Municípios a arcarem com despesas e responsabilidades”.

“Temos de começar a pensar em abrir, de facto, os Centros de Saúde e estes devem também ter uma resposta de vacinação. A vacinação, nesta altura, não pode continuar em cima das Câmaras, com tudo o que implica de despesas, como a contratação de profissionais. Tudo isso foi feito para aliviar os Centros de Saúde para que estes pudessem dar respostas a todos os cidadãos, mas chegamos a esta altura e as unidades estão, em grande parte, a prestar serviços de teleconsultas”, destaca.

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