03 Dezembro 2021, 13:28

Naufrágio nos Bijagós mata pelo menos duas pessoas e deixa três desaparecidos

LUSA Autor
Agência de notícias de Portugal

Bissau, 19 mai 2021 (Lusa) — Um naufrágio no arquipélago dos Bijagós, sul da Guiné-Bissau, matou pelo menos duas pessoas e deixou três desaparecidos, informou o capitão dos portos do país, Sigá Batista.


O naufrágio ocorreu por volta das 20:00 de terça-feira, quando uma piroga de pesca oriunda de Unhocome, última ilha da Guiné-Bissau, em direção a Bissau, parou na ilha de Carace, onde apanhou passageiros que queriam chegar à capital, explicou Sigá Batista.


No trajeto para Bissau, a piroga terá embatido num banco de areia entre as ilhas do Maio e Papagaio, disse Batista, acrescentando que aquela localidade “é de difícil navegabilidade mesmo durante o dia, quanto mais à noite”.


Sigá Batista explicou que não existe transporte regular entre aquelas ilhas da Guiné-Bissau e que de vez em quando são os pescadores que transportam as pessoas em viagens.


O capitão dos portos da Guiné-Bissau negou que o acidente se deu por falta de iluminação no local.


“Há mais de 30, 40 anos que não há um farol naquela zona, mas as pessoas atravessam aquela zona sem problema”, observou Sigá Batista, lamentando que o pescador não tenha preferido navegar durante o dia.


Ao tomarem conhecimento do acidente, alguns pescadores e populares de ilhas vizinhas fizeram-se ao local, tendo conseguido resgatar nove pessoas com vida e dois corpos, explicou Sigá Batista.


Uma equipa de resgate do Instituto Marítimo Portuário já se deslocou ao local do acidente na tentativa de encontrar as três pessoas desaparecidas, revelou o capitão dos portos da Guiné-Bissau.


Sigá Batista aproveitou uma conversa com jornalistas para revelar “a situação de dificuldade” que o comando dos portos guineense enfrenta.


“Há mais de cinco anos que estamos sem meios de resgate próprios. Se acontece um acidente somos obrigados a pedir emprestado os meios aos privados, se não estiverem disponíveis, aí ficamos de braços cruzados, sem poder fazer nada”, sublinhou Sigá Batista.



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Lusa/Fim

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