03 Fevereiro 2023, 21:14

Navio “Open Arms” resgata 219 pessoas nas últimas 24 horas

LUSA Autor
Agência de notícias de Portugal

Roma, 29 mar 2021 (Lusa) — O navio humanitário “Open Arms”, associado a uma organização não-governamental (ONG) espanhola, resgatou 219 migrantes nas últimas 24 horas em três operações distintas realizadas numa zona sob a responsabilidade das autoridades de Malta, foi hoje divulgado.


“Três resgates nas últimas 24 horas e todos em zona de responsabilidade maltesa. O #OpenArms navega com 219 pessoas a bordo, incluindo 56 menores, 17 com menos de 10 anos de idade, e 13 mulheres, duas delas grávidas. #CadaVidaConta”, escreveu o fundador da ONG catalã Proativa Open Arms, Oscar Camps, nas redes sociais.


As duas últimas operações de resgate acabaram por ser concluídas “após uma noite de buscas”, precisou a ONG, que foi alertada pela “Alarm Phone”, outra organização que recebe as chamadas de emergência feitas por embarcações de migrantes que se encontram em perigo em alto mar.


O alerta emitido indicava que existiam várias embarcações em perigo e à deriva.


Na primeira operação, o navio “Open Arms” resgatou 38 pessoas, incluindo 14 crianças (todas muito jovens e uma com apenas 04 meses de idade) e sete mulheres.


Estas pessoas estavam a bordo de uma embarcação igualmente em dificuldades, que também estava numa zona de salvamento da responsabilidade das autoridades de Malta.


Estes migrantes em questão encontravam-se há dois dias à deriva após terem saído da Líbia.


As operações de resgate ocorreram na rota migratória do Mediterrâneo Central (que sai da Argélia, Tunísia e Líbia em direção à Itália e a Malta), a mais letal para os migrantes.


Entre as rotas do Mediterrâneo, a Central registou no ano passado 984 mortes, segundo dados recentes da Organização Internacional para as Migrações (OIM).


Ainda nas redes sociais, a ONG catalã Proativa Open Arms reiterou que “a Líbia não pode ser considerada de modo algum um porto seguro” e que “as autoridades europeias devem parar de rejeitar aqueles que tentam atravessar o Mediterrâneo”.


Devido à situação do país, imerso num caos político e securitário desde a queda do regime de Muhammar Kadhafi em 2011, a Líbia não é considerada um porto seguro.


A Líbia tornou-se nos últimos anos uma placa giratória para centenas de milhares de migrantes, sobretudo africanos e árabes que tentam fugir de conflitos, violência e da pobreza, que procuram alcançar a Europa através do mar Mediterrâneo.


As denúncias sobre as condições desumanas e as violações dos direitos das pessoas mantidas em centros de detenção de migrantes na Líbia também são frequentes.


Por seu lado, Itália e Malta continuam a argumentar que os seus portos também não são seguros neste momento para os migrantes resgatados, na sequência da crise do novo coronavírus.


No caso de Itália, as autoridades estão a obrigar os migrantes resgatados com autorização para entrar no país a cumprirem duas semanas de quarentena preventiva a bordo de um navio antes de pisarem solo italiano e de serem transferidos para centros de acolhimento.



SCA // EL


Lusa/Fim

Sem comentários

deixar um comentário